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sábado, 15 de agosto de 2026

 Oficina Clínica

Sábado, 15 de Agosto de 2026
Gênero não determina escolha de gozo; Escolha de transa, escolha de par... E gozo não é somente aquilo que se experimenta no' fuc fuc..'Tudo é da ordem do gozo, do tesão possível, porque o desejado impossível ( de fato e de direito) não há . Essa é a maior das sacanagens. Mas existe gênero; existem formações primárias, bióticas .. Comer uma comida bem gostosa não é um tesão? Coisas do sexo...
Tornou-se convenção nomeada que temos meninos e meninas dessa espécie estranha chamada Gente, Pessoa..Que podem se divertir com o que quiser , e sobretudo, lhes for possível e sem , desculpe o mau jeito, 'cagação' de regra social e/ou eclesiástica. Que é o mais frequente e mais opressor.
Meninas podem ir à ginecologista, ao urologista ( Tem rim e bexiga também ), mastologista , etc e etcs.. Os meninos podem ir ao urologista , à mastologista também podem. Já na ginecologista não funcionará tão bem.. É preciso que essas situações contemporâneas , ainda confusas, e que acarretam problemas para muitos e muitas se esclareçam minimamente.


 Oficina Clínica.

Sábado, 8 de Agosto de 2026.
Repetição é um ritmo frequente num processo analítico. A função analítica deve atentar quanto às possíveis expectativas, por parte do dito analista, relacionadas ao que é da ordem desse repetitivo. Até porque é o que mais comparece. Não há que se ter expectativas. O juízo a acompanhar esse andamento é suspensivo. Suspensivo dos juízos de valor de cada um.

 Oficina Clínica

Sábado, 1 de Agosto de 2026.
Reconhecer por via de entendimento, enciclopédico ou não, que perdas e o luto que se instalará a seguir pode durar uma vida inteira já é um passo.
Essa ausência presentificada, manifestação de uma irreversibilidade radical, a ser atravessada, tratada sem maiores estragos, precisa, de fato, ser incorporada psiquicamente. É uma postura a ser praticada.


 Não teria coragem, porém é bem bonito

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 Recomendo a leitura da coluna de Eduardo Afonso, hoje,publicada no Jornal o Globo.

Uma boa cutucada em cima de um certo cinismo contemporâneo.


 Olha aí, Andrea Dutra.. Sobre o que você ajudou a contar ...também e tão bem. Bj

A fofoca que não desiste de não fofocar.

Tantos anos e reencontro o Vinícius na sua Toca. Não na rua que leva o seu nome e que já foi nome da rua da família da minha avó materna, até 1980.Ano da morte do poeta: Rua Montenegro. 

O restaurante e o espaço anexo para shows existem há quase 40 anos. A casa de show ficou fechada em alguns momentos e reabriu há pouco tempo. Espaço excelente. Que tenha vida longa, ou seja: que seja imortal tal e qual Vinícius de Moraes, Tom Jobim, Carlinhos Lyra e todos os outros da Bossa.

Sob a batuta de Andrea Dutra, amiga e cantora tão talentosa assim como os três músicos que a acompanhavam (Manu Marinho, Marcio Bahia e Sérgio Castanheira com participação especial do cantor Augusto Martins), retornamos à casa da Bossa Nova. Show especial. Repertório impecável.

Durante o espetáculo, uma das canções apresentadas naquela noite, tinha sido tema de uma peça de teatro que também se transformou num filme, início dos anos 80. Patrícia Pillar e Djavan eram os protagonistas no filme. Isso foi relembrado por Andrea.

 Dizem, as mais afiadas línguas, que rolou um romance extra setting de filmagem entre os dois. Jovens, bonitos, aquele romance de filme todo rolando... Quem resiste?

Certo dia, num restaurante de Copacabana, um garçom que conhecia Mônica e a minha pessoinha, de um outro restaurante (Esse bem melhor), em que trabalhara por longo período, conta-me uma história ótima.

Casada à época com Ciro Gomes (Sim, ele mesmo), Patrícia jantava no tal restaurante que chamarei de ‘Bem Melhor, situado no Leme, com o mencionado marido. Em mesas separadas estavam outras figuras públicas da política nacional. Dentre eles o ex. presidente Fernando Henrique e Dona Ruth Cardoso. Ciro tornou-se um desafeto do casal palaciano. Contudo, sem qualquer cerimônia, ele se aproximou da mesa em que estavam sentados o ex-presidente e a saudosa Dona Ruth e lhes disse:

‘Essa aqui é minha mulher’! Posso imaginar a cena e o constrangimento da também talentosa e linda, Patrícia, a ser anunciada dentre exclamações e sotaque carregado.

Quem me contou ajudou nessa pequena e modesta crônica. E acrescentou que havia um conterrâneo do político nordestino, cearense portanto, na cozinha, e que dizia entre o preparo de um prato e outro:

‘Volte para Djavan, Patrícia! Volte para Djavan!’

E o show deve continuar...sempre

segunda-feira, 20 de julho de 2026

 É LONGO para os padrões de uma certa turma e, sobretudo, a geração mais nova, mas a gente faz assim mesmo.

‘O Brasil não é (acrescento, euzinho, que se trata do plano esportivo) o país do futebol. E sim, o país do jogador de futebol’
Abel Ferreira. Técnico da Sociedade Esportiva Palmeiras.
Copas e troças.
Em 1974, as impressões mais nítidas sobre a Copa sem Pelé. Eu queria ter visto o rei jogar. Somente através da televisão? Pouco importa.
Pelas narrativas e histórias descritas pelos cronistas, contistas, fantasistas, também pouco importava. Mas o rei preferiu não se expor. Estava com 33/34 anos e talvez tenha pensado em interromper sua carreira na seleção brasileira no auge. Tinha feito tudo. Até mesmo ser massacrado na Copa do Mundo de 1966. Arrebentado por patrícios portugueses e quase linchado pela opinião pública que, como todos sabem , estrutura-se como linchagem.
Lembro-me do jogo de estreia , 1974, no apto que mais se parecia com uma casa, Corte do Cantagalo em ‘CopaBacana’. Casa dos avós paternos do melhor amigo daquela infância. Colega de colégio. Colégio do qual jamais gostei. Iugoslávia, foi o adversário. O colégio não existe mais e a amizade não chegou nem ao menos aos acréscimos do jogo. A Iugoslávia também já era. Após a morte do presidente deles, um ditador, o Marechal Tito ( Herói na Segunda Guerra Mundial) o país balcã esfacelou. Surgiram outros países, guerras étnicas sanguinárias ocorreram bem no fim da década de 80, início dos anos 90.
Em algum momento das nossas vidas, meu amigo e eu mudamos de cidade e o vínculo foi desaparecendo. Não havia a tecnologia que existe hoje. Essa mesma que aproxima quem está longe e afasta aquele que se posiciona ao lado, bem próximo.
Retornando ao tema de 1966, há cerca de 12ou 13 anos, o craque português Eusébio morreu. Chegávamos em Portugal no exato dia do seu velório. Entre o aeroporto e o local para a última homenagem, cogitei passar por lá. Não fomos. Lembrei do Pelé, nas imagens e histórias contadas pelos contadores de história sobre futebol. Então, desisti. Eusébio, de alguma forma, foi negligente com o colega. Poderia ter sido um súdito mais solidário.
Em 1978, a Argentina estava escalada para ganhar aquela Copa. Não precisaria de empurrões nada republicanos, uma ditadura militar vigente em quase toda América do Sul, para vencer. Por uma única razão bastante palatável: o time era muito bom. Menotti, o comandante, foi um dos melhores treinadores que existiram. O Brasil terminou invicto o campeonato e na terceira posição. A última imagem da participação canarinho (detesto esse termo associado à seleção), em 1978, foi o Rivelino. O craque que inspirou Diego Maradona a jogar. Ele, à beira do gramado, tirando o agasalho e se preparando para entrar no jogo contra a Itália pela disputa do terceiro lugar. A Itália vencia por 1x0 e o Brasil revirou para 2x1. Ele, Roberto Rivelino, entrou em campo desautorizado pelo técnico, Claudio Coutinho. Rixa antiga do Fla de Coutinho e do Flu do Riva. Coutinho, campeão membro da comissão técnica de 1970, foi campeão do mundo com o Flamengo em 1981. Na verdade, ele fez a campanha toda no comando da equipe. Mas morreu afogado em Ipanema, duas semanas antes. Mergulhador, calculou mal a profundidade em que estava e ...
Coutinho foi responsável por inovações táticas importantes. Ele viu a Holanda, aquele carrossel, em 1974.
1982, foi a vez do meu Maracanazo (Expressão que os uruguaios cunharam após vencer a seleção brasileira, no Maracanã, final do Mundial de1950). A geração que acompanhei crescer nas suas carreiras respectivas: Sócrates, Zico, Júnior, Falcão, Leandro, Paulo Izidoro e de muitos que não estiveram por lá, porém mereceriam uma chance. Por exemplo: uma ausência injustificável nos jogos do time foi a do Roberto Dinamite. Roberto, em 1978, salvou a equipe na Copa da Argentina. Conhecidos da minha família, torcedores do Vasco assim como eles, numa tarde de Domingo, lá no longínquo ano de 1973, campeonato brasileiro, no imortal Maracanã, disseram por muito tempo que, quem por lá apareceu para assistir ao jogo Vasco x Santos a fim de apreciar o talento de Pelé e CIA, testemunharam o espetáculo explosivo do Dinamite. Acabou com o jogo. Vasco 2x1 Pelé, Clodoaldo, Edu...
Campanha irretocável, jogos excelentes em todo o ciclo preparatório e apenas um empate para atingir a semifinal daquele Mundial de 1982. Vinte minutos para terminar a partida- jogo dificílimo contra uma Itália que, à época, trazia saborosas recordações de 4x 1, na final de 1970; 4 x1, de novo, no Bicentenário dos EUA , numa final de torneio importante; 2x1, a tal virada do Rivelino, Nelinho, Dinamite, Dirceu e Cia, pelo terceiro lugar na tal Copa do Tango- o empate em 2x2 nos classificava -, porém subestimamos o adversário e ignoramos o matador italiano, Paolo Rossi e que já fizera os 2 tentos da Azzurra. Livre como uma baleia jubarte (Baleia jubarte é livre? Quase foi extinta justo na década de 80!) cometeu o assassinato derradeiro:
O zagueiro brasileiro, Luizinho, estava na área adversária, pouco antes do terceiro gol de Rossi. O que fazia por lá? Fora a modificação equivocada por parte do nosso técnico, Telê Santana: Iniciou com a escalação de Toninho Cerezo, que não marcava ninguém, e deixou Paulo Izidoro, uma espécie de coringa, no banco. Um desastre. Percebi ali que somos nefelibatas e o lado obscuro da lua, recentemente visitado, já tinha sido descrito pelo Pink Floyd. O chão de abriu. Já dissera Freud que uma distinção possível entre o modo que se atravessa um luto ( Que pode durar para sempre) e um estado de melancolia é que no primeiro nota-se que existe um buraco no seu mundo; já na melancolia sente-se o buraco só que sem mundo. Quem já atravessou sabe o tamanho da pancada.
Quatro anos depois, foi novamente num México, o evento futebolístico. após um terremoto. O terremoto de 1985 quase destruiu o país e ameaçou a realização daquele mundial. Mais uma vez o senhor teimoso ,Telê Santana, no comando e a geração que me gerou enquanto apreciador e praticante amador do ‘esporte bretão’ se despedia dos mundiais. Invicto novamente, sem levar um único gol até às quartas de final, perde para o carrasco francês na disputa de penalidades, depois de 1x1 no tempo normal e 0x0 na prorrogação, e ‘au revoir’. ‘Au revoir encore une fois’ em 1990 contra a Argentina nas oitavas de final. Copa do Mundo da Itália.
1994! Desde 1970, sem o bálsamo de uma conquista de um mundial. Tecnicamente uma copa sofrível. E o calor do verão estadunidense agiu como um mau jogador. Um autêntico antijogo. Brasil campeão. Pela quarta vez. Percorri as ruas do Leblon e Ipanema sem hora para acabar, afinal 24 anos de espera e sabe-se lá. Dois dias se passaram e voando para Brasília a fim de visitar os meus pais que tinham adotado a capital federal para trabalho e vida, tivemos o pouso postergado por um inédito evento. Talvez só de 24 em 24 anos ele ocorra? A seleção brasileira, tetracampeã, acabara de pousar com o Romário, enquanto o avião taxiava, exibindo da cabine do piloto a taça conquistada. O público em êxtase, no aeroporto internacional aguardava. Passaram a destruir o aeroporto. Vandalismo cívico. O avião no qual estava, e não continha nenhuma taça de campeão do mundo a bordo, teve dar voltas no ar, quase piruetas, à espreita da liberação da pista. Em segurança... O caminho para o endereço dos meus pais e que costumava levar 15 ou 20 minutos até o aeroporto precisou de uma hora e meia. Foi o maior engarrafamento da história da capital federal. Plano Real em alta, FHC na pista e o Brasil acreditava...
Quatro anos mais tarde, 1998, França como sede (País lindo), e um vice campeonato. Campanha muito boa.
O único senão é que a partir de 1994, surgem jogadores no Brasil quase intocáveis e contratos milionários firmados entre empresas privadas, atletas e os dirigentes que mandam na abominável CBF. Além do que, nossos atletas são assediados como nunca pelo mercado europeu (O mais forte do futebol) enfraquecendo assim o nosso futebol local.
Em 2002, o último campeonato. Copa da rachadinha: Japão e Coréia do Sul sediando. A seleção brasileira com retrospecto sofrível nas eliminatórias surpreende e ganha da Alemanha por 2x0 na decisão final. Rivaldo, para mim, foi o grande nome daquele mundial. Ronaldo ‘Barriga’ e Ronaldinho ‘Dentuço’ foram os outros 2 destaques. Esse campeonato exigiu da nossa gente um esforço hercúleo por causa do fuso horário. Muitos jogos terminavam na madrugada ou começavam bem cedo. A decisão acabou ainda pela manhã. Cervejinha às 8 ou 9 horas da manhã? Um prelúdio para o que viria como bloco de carnaval nos anos 2000 que brotavam. Presidente FHC, que não sabia distinguir uma bola de futebol de campo daquela do Futsal, sortudo. O famigerado pé quente. Era ministro da fazenda em 1994, presidente vice em 1998 e novamente campeão, em 2002.
A secura faz muito mal à saúde. Desidrata, mata. Vamos nos permitir então uma pequena digressão?
Faz pouco mais de um ano, 2025 (Eliminatórias para essa Copa de anteontem) o time verde e amarelo tomou um cacete de 5x1 para Argentina, campeã em 2022. Ao final do jogo, em Buenos Aires, o time argentino junto com a torcida pediu um minuto de silêncio. Qualquer desavisado iria supor que homenageavam algum personagem importante, de lá, que morrera. Luzes apagadas, mais de 80 mil presentes no estádio, e o coro: ‘ Um minuto de silêncio porque o Brasil está morto’. E eles não disseram a seleção canarinho está morta. O Brasil está morto. Acertaram, exageraram... Não. Isso é coisa do futebol. Entre torcidas. ‘Cosa de los hinchas’.
Em 2006, a melhor seleção, tecnicamente falando, desde 1982. Aquela mesma do funeral no Sarriá, 1982. Tinham faturado tudo nos anos anteriores e jogando um futebol de alto nível. O problema é que essa geração passou a se interessar muito mais pelos seus êxitos pessoais, individuais, uma gula por grana e holofote sem precedentes. Uma considerável contribuição para tudo isso vem de uma parte da mídia oficial. Não porque sejam ingênuos. Tão somente predominam os negócios e seus interesses. Corrupção? Má gestão? Imagina...
A partir do acréscimo das mídias sociais, da força invasiva, vulgar e imensurável das tecnologias, da internet, e o uso perverso, mal educado dessas ferramentas, isso se torna incontrolável. Vamos nos permitir um palavrão: ‘fodeu’ ou ‘fudeu’?
Jogadores de um esporte coletivo e que acreditam que o futebol se transformou num esporte individual. Um sintoma fortemente eclesiástico que sacraliza algumas pessoas. Culto à personalidades e outras tolices do mesmo tipo. E uma grana que suscita não somente inveja, mas o pior: ressentimento. Uma sociedade destruída por toda sorte de desmando e corrupção. Um processo civilizatório, infelizmente, perdido. Por muitas décadas. Não é forçação de barra, e se for é problema de quem escreve o texto, traçar um paralelo, fazer uma analogia entre realidades do país e a seleção amarelada que vai derretendo. Não que haja simetria entre competências das instituições encarregadas do comando do futebol e conquistas. Se fosse assim a Suíça ou a Suécia seriam campeãs volta e meia. A Inglaterra não ficaria 60 anos, agora pelo menos 63, sem conquistar o mundial. E realiza o campeonato nacional mais forte do mundo. E a dupla Havelange/ Genro Teixeira? Saudades?
Nas últimas Copas do Mundo, com exceção de 2010 porque havia um capitão de verdade no comando da equipe, Um Dunga, as outras participações foram tristes. Uma impostura no modo de se comportar e dos comandos débeis. Precariedade em termos de recursos mentais.
Dois mil e catorze e aquela humilhação dentro da própria casa, nossa terra, dinheiro a rodo gasto. Sem maiores comentários. Sete a um tem sete letras.
Depois de 2006, uma copa jogada no lixo, e a escumalha de 2014, previ que seriam uns 30 anos de seca. Torço para que esteja errado. Sedentos ,não? E não fiz nenhuma aposta. Viu Neymar?
Ver menos

 Surgirá nesse local o maior museu do imigrante no país. Espírito Santo. Numa cidade que se chama Venda Nova do Imigrante. Terra natal do fundador do Grupo Itapemirim, Camilo Cola.

Camilo chegou a estar na segunda guerra mundial como pracinha da FEB.
A aérea foi cedida pela família.
O novo centro cultural capixaba tem parceria com O Museu do Amanhã , do Rio. E com o Senac.




 O cara perde o pênalti no início do jogo e não se demite do mesmo. Ao contrário,  assume o jogo. Estava 0x0. Perdiam por 2 gols já no segundo tempo. Ele cresceu ainda mais. Independente de ser um.fora de série,  a equipe está no mesmo ritmo. E se emocionam tal como principiantes. Isso é postura.  Além do talento e da aplicação tática.

Falo da seleção da Argentina.

sábado, 4 de julho de 2026

 Oficina Clínica

Sábado, 04 de Julho de 2026.
Diante das formações supostas 'imexíveis' , da resistência fortíssima em explicitar sintomas, tesões, dificuldades, enfim, sofrimento, no contexto de uma análise, por parte do paciente, cabe tentar explodir com as formações apresentadas por esse analisando.
Como lembrava Magno ( E Lacan também o dissera, Freud desde sempre indicou) formações eclesiásticas, religiosas, não são passíveis de análise. Na verdade, impedem análise. Resta muita paciência ( saco mesmo) e aguardar, sem expectativa ou qualquer vontade por parte do analista, pelo retorno das formações recalcadas, inconscientes.. Muitas vezes desencadeado, esse retorno acontece mediante algum evento ( Na maior parte dos casos é assim que se dá). Daqueles, o tal evento, que arrebentam com alguns cadeados. Afinal, a pessoa não está voltando para sessão?

 A Coisa chamada Fifa deveria fazer uma homenagem ao time de Cabo Verde. Que seleção! Contra a campeã do mundo e uma das favoritas. E com aquele gênio em campo. Sensacional!




 E a pessoa aguardava a outra pessoa que foi fazer uma endoscopia e uma terceira pessoa, que também aguardava para fazer o seu exame, não parava de falar em voz alta, no abominável celular, sobre sua agenda, seus negócios, o carinha que conheceu , baboseiras, etc mais baboseiras, etc... Imagino quando for fazer , além da endoscopia, uma colonoscopia ...O que não vai sair?

E tem que estar tudo limpinho para o exame...Feito a ciclovia , no inverno.


 E a TV Colosso? Dominou a transmissão dos jogos na Copa...Jornalismo em segundo plano e muita oferta para compras, sorteios, promoções e vendas , apostas e ...mais apostas. Do ponto de vista estético, parece, em vários momentos da transmissão, com aquelas páginas dos classificados dos jornais. Os classificados de outrora, visto que os de agora passaram a usar canetinhas dietéticas.

O fato do público alvo ser uma geração muito nova, novas velhas gerações, não traduz a mesma como tola. Tolice não tem idade, gênero, nacionalidade, etc..Mas há de se considerar as outras gerações também. Caso contrário, ficamos sem opção em diversos jogos, eventos.
O Brasil adora monopólios.

 Merecidíssimo. Time sério. Geração excelente e com aquele fenômeno que carrega sete letras no segundo nome e na camisa. Juiz ruinzinho...Acho que o jogo era pesado para o moço. E vem aí duas das melhores seleções mundiais das últimas décadas: Portugal X Espanha. Aliás, dois países que gosto muito.

Uma pena que a Croácia, outra equipe muito boa faz tempo, esteja fora e certas bagaças prossigam.


 Oficina Clínica

Sábado, 27 de Junho de 2026.
A fantasia sexual e as famigeradas fixões, ficções, marcadas desde os primórdios na vida de uma Pessoa. Por onde se goza?
O.manejo da transferência em análise e o cuidado com as projeções que a função analítica deve evitar, na verdade, abolir.

 Fica a dica sábia. Sabia?




 Será que a obra monstro vai invadir o apto daquele prédio ao lado da tal obra estúpida? Curiosidade: sempre nos anos eleitorais, eleições gerais, ao menos de uns 12 anos para cá, essa loucura se espalha pela cidade.

É uma gente horrorosa. Uma máfia.
Obs:
Acabo de ser informado que uma pedra, ao que parece abduzida da obra monstro, caiu no capô do carro de uma vizinha.


 Oficina Clínica

Sábado, 20 de Junho de 2026.
As formações são inconscientes.
Magno já alertara que ao se dizer ( ilustre Dra Nise da Silveira ) museu do inconsciente é redundância porque não há outro.

 Até os tubarões. Não é para menos.

Depois do Dark papai estou aqui , milhões e milhões sem explicações, ou melhor , argumentos sofríveis, toscos, por parte do impronunciável senador, agora , temos o já previsível, Dark Acarajé.
E segundo as próprias pessoas próximas ao também senador , com argumentos também sofríveis.
Uma vez na cela do presídio, imagina-se a cena , nada republicana entre figuras da República:
' Você é que é burro. Porque eu roubei centenas de milhões e você somente uns poucos milhões, apto na conta ...'
Solidariedade ao bichano que mergulha profundezas.


 À esquerda pode-se ver mais uma caixa de fósforo sendo erguida. Entre 2 outros prédios vizinhos ao meu. Ondas de calor,concreto e mais concreto, e a poluição visual que caracteriza a desordem urbana por aqui. Fundos de investimento travestidos de construtoras com o apoio pleno da prefeitura.Sei que Eduardo Paes se tornou um mal necessário mediante o horror que compõe a política fluminense e brasileira. Mas ele é muito responsável por essa esculhambação. Obviamente, tem seus próprios interesses. Interesses distintos daqueles demandados por parte da população. Democracia não pode ser a ditadura de uma maioria.



segunda-feira, 15 de junho de 2026

 Eu sou da geração que viveu a tragédia do Sarrià, Espanha, 1982. Copa do Mundo. Zico e CIA.

De lá para cá, houve conquistas. Foram 2 e uma outra bateu na trave, em 1998.
Desculpe o mau jeito. Gosto muito de futebol e Copa do Mundo virou uma palhaçada, faz tempo.
E esse time ...Nossa...Quanta impostura. Pode até ganhar a copa porque impossível mesmo é algum cabelo reaparecer por aqui , mas ...Nossa ..
OBS : Eu acompanho Copas desde 1974. Lembro do carrossel holandês. A de 1970, muito pequeno,a recordação no carro do.meu pai , aqui no bairro, rodando na comemoração pelo tricampeonato. Pelé na veia. Nunca vi jogar num estádio. É a minha maior lamentação no futebol. E foi por um triz.Conto na próxima postagem.




 Para mim, Carlucho Silva Dantas ( heterônimo assumido e nomeado pelo que chamo de mim ) a única inteligência que não é artificial para a nossa espécie,  Pessoa, é a nada  gloriosa burrice.

 Oficina Clínica.

Sábado,  13 de Junho de 2026.

A incorporação da postura diante da composição do jogo transferencial.

Sobretudo,  no início do tratamento. Momento profícuo de uma análise.

 Utilidade pública até porque ainda está em cartaz.

Eu sou um grande ator. Eu sou meus próprios personagens.. Meus próprios homens, mulheres, gays, travestis, fascistas, corruptos, apaixonados...

Faz mais de 3 décadas que três amigas (uma delas foi a minha tutora para estudos, minha mestra, infelizmente, morta aos  44 anos. Há 20 anos) escreveram uma peça sobre os últimos dias da vida de Marcel Proust.

Juntamente com elas, em grupo de estudo, atravessei a obra do escritor francês. São sete volumes. E no último, O Tempo Redescoberto, acontece um Revirão. O último se torna primeiro e vice versa. Assim como num outro volume, creio que 'No caminho de Guermantes' , em que a descrição do laço de fita da Madame Verdurin, personagem do livro, leva páginas e páginas. Leitor entediado, orientadora atenta e brilhante. Avisa: 'Está tudo lá. Condensado no laço de fita daquela senhora.' A travessia é bastante custosa e Proust tem estilo singular. 

O filósofo, também francês, e morto ao se jogar de uma janela parisiense, Gilles Deleuze, teorizou sobre a obra do seu compatriota naquele livro , Proust e os Signos. Proust nunca foi meu autor mais querido. Na verdade, acho até chato o que chamei, equivocadamente, de prolixia mas a Adriana ítalo, minha saudosa mestra, era ardorosa admiradora. Nunca tive coragem de lhe dizer isso. Até porque, por certo, ela bem sabia.

A peça chegou a diretores importantes de teatro e cinema do Brasil. O ator convidado para interpretar o Proust era muito amigo delas. Um dos melhores atores, para mim também, desse país estranho: Edwin Luisi.

Edwin fez uma leitura da peça, à época, sem ainda ter tido contato com os livros do escritor francês. Incorporou tudo como se fossem íntimos, amigos próximos. Aliás, outros amigos próximos leram e fizeram observações: 

- Falta um quê de nó dramático- teria dito um bem conhecido diretor e ator de teatro, televisão.

Mergulhado em estudos do meu campo e campos de interlocução , sabia sobre o Nó Borromeano, o Nó da gravata que não costumo usar... Porém, nó dramático.,,, O que seria?

É definido, o nó dramático , como o ponto em que as tensões e conflitos dentro do objetivo de cada personagem atinge o ápice seja numa peça teatral, texto cinematográfico, drama televisivo, etc. Porém, resolvido os nós, a leitura que ele fez causou impacto em todos os que testemunharam aquela incorporação do personagem. Atores quando são bons atores costumam ser  camaleônicos e trocam de pele. Edwin é um desses. Na peça sobre Proust não houve montagem. Nunca estreou. Apenas um jornalista que apresentava o programa da Tv Cultura, Roda Viva, através de um amigo , também jornalista paulistano leu e adorou. Não sabemos se ele tinha sido ou fora depois secretário de cultura da cidade de São Paulo na gestão do Paulo Maluf. O jornalista em questão agiu de maneira muito cordial, interessado, mas havia uma crise econômica pesada , Lei Rouanet não existia ainda ou se havia era ainda incipiente. 

Contudo, sobretudo,  que privilégio mais uma vez poder assistir ao seu trabalho, após tantos anos, e sob a direção competentíssima de Herson Capri. São colegas de longa data. O texto é contemporâneo. Uma espécie de drama-trágico, comovente, mas com muito humor, apesar das barbáries que um travesti-ator teve que passar e se submeter na Alemanha hitlerista, segunda guerra mundial 

Edwin faz vários personagens, Ao menos 5 ou 6. Outras mulheres e outros homens . Além de Charlotte . A principal personagem. 

Ele é camaleônico. Habita na pele um ator. Um grande ator.




 Oficina Clínica 

Sábado,  6 de Junho de  2026.

Hipnose é uma espécie de vínculo. Pode ser quase um grude. Donde a suspeita de um movimento regressivo no processo. Uma forma de transferência hipostasiada.

Tudo pode estabelecer vinculações. 

Não está só reduzido ao setting dito analítico,  consultório,  etc, mas no mundo. Você entraria num avião supondo que os pilotos não sabem pilotar a aeronave? Evidentemente que é preciso considerar as intensidades em jogo na transa sadomasoquista de qualquer passageiro..

À função analítica cabe a dificílima, mas não impossível,  tarefa de sugerir a não sugestão, a não significação. A suspensão e a  suspeição permanentes.



 Semifinal espetacular entre uma Russa e uma Polonesa, em Roland Garros.  Venceu a Polonesa. A menina é cento e cacetada no Ranking... A Russa era vigésima quinta.

Jogo entre as mulheres é sempre mais bonito.

As mulheres são mais bonitas.

 Um certo espectador atento, mediante tanta repetição da mesma imagem, o que se tem nas entrelinhas ( se é que existe )  na exibição exaustiva de um depoimento do Marginal Vorcaro e , já faz algum tempo, seu ex advogado , cujo nome não sei , mas que se sabe que é um criminalista conhecido em SP e que foi o defensor do Sombra. Sombra, já falecido, foi o  mandante ( logo, também assassino) do ex -prefeito do PT, Celso Daniel. Só existe essa imagem do marginal ,Vorcaro?

 Sabe aquela fase em que você termina solicitando ao glorioso garçom - e eu gosto muito de conversar com os garçons ou garçonetes e costumo ( aprendi com minha a querida Andrea Dutra) perguntar-lhes como se chamam - o coração de galinha do rodízio do churrasco, somente por solidariedade  ao profissional?  Afinal, ele quase não consegue esvaziar a sua bandeja... Em contrapartida, o cidadão com Picanha Nobre, Maminhas , Fraldinhas e outras delícias esgotam o seu estoque rapidamente. É uma correria..

 Sabe essa fase? Bem neurótica. Acabou. Faz tempo

 Oficina Clínica 

Sábado, 30 de Maio de 2026.

Oficina Clínica, 

Existem formações , afecções psíquicas que são prioritariamente de constituição primária. A questão pode ser neurológica. A análise, dependendo da situação neurológica,  pode, no máximo , acompanhar o como se lida com essa situação. Em outras situações a análise pode ficar impraticável.

 O BAP não é o BOPE.

É preciso que alguém lembre aquele senhor que preside o Flamengo. 

E muito menos se aproxima do Florentino Pérez que comanda o Real Madrid há mais de 25 anos. 

Deve ser o sonho de muitos dirigentes de futebol e certos  políticos.Bem sabemos a vocação da turma.

 Quando o oceano pede passagem.




sábado, 16 de maio de 2026

 Oficina Clínica

Sábado , 16 de Maio 2026
Sobre o início de um tratamento e a prudência.

 Depois do porre , oceano ainda de ressaca. No Leblon. E esse Zózimo, feito de bronze ( acho que é bronze ) só contemplando. Serenamente.

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 Tiro de canhão na campanha do filho do ex.

Brasil lamentável.
A campanha será sórdida. De um lado e do outro.

 


 Eu e a rolha? Manoel foi para o céu? Efeito ED...Coisa de 'Crianza'.



 Oficina Clínica, Sábado dia 09 de Maio 2026.

A atenção necessária sobre as questões que envolvem o pagamento numa análise.


 


terça-feira, 28 de abril de 2026

 A mão que desenha a mão que desenha

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 Batizado fui, religioso não sou. Mas essa igreja,onde a banda de Ipanema costumava homenagear o Pixinguinha e que ali deu seu último suspiro, resiste. Em frente,  há poucos meses , funciona a nova Padaria Ipanema. É uma mescla de restaurante e padaria. Bonita. Tem elevador e badulaques. 

Mas como restaurante é uma padaria muito boa. E não fica 24 horas aberta como se divulga. O restaurante pelo menos.O Café,  padaria, resiste mais. Não há mais público para isso.

O Rio, mediante a violência,  novas gerações com hábitos outros e o transporte ruim, tornou-se uma cidade diurna. Os pontos boêmios existem , porém, diminuíram. Alguns são imortais . E ainda bem



 


 

Um bom esportista acompanha a esposa ao jogo do time dela e tem a proximidade do grande mestre de bateria e homenageado campeão desse ano , 2026, Mestre Casagrande!



 Oficina Clínica,

Sábado, 25 de Abril de 2026.

Uma característica de certos movimentos, postura, de uma formação neurótica ( apelidado de histeria em certos momentos da psicanálise de outrora)  é a projeção de um sentimento de culpa ( sentimento de culpa , culpa é)  sobre os outros . E justamente esse outro ( que se revela narcisicamente como si mesmo) para quem se demanda reconhecimento, pedido de providência, etc, etc. 

Demanda por reconhecimento é característica de uma boa neura... Todos nós somos afetados por isso. Para muitos é vital. Basta considerar os vínculos parentais, familiares...

 


 


 


domingo, 19 de abril de 2026

 Oficina Clínica

Sábado, 18 de Abril de 2026.
Suspeição sobre os polos opostos, o amoroso ódio por exemplo, considera o bífido. Considera a suspensão permanente das significações e seus preconceitos. Mas, lembremos que as formações aparentes, a famigerada aparência, nunca engana.


 Utilidade pública para o FERIADO.

Recomendo a leitura da coluna de Ruth de Aquino, hoje, sexta-feira, segundo caderno, O Globo.
Por sua vez, ela, Ruth, recomenda o filme, em cartaz, 'La Grazia' ( A Graça ) de Paolo Sorriento.
Ela inicia o texto mencionando a saga do Ex. Presidente FHC . Hoje, acometido com Alzheimer. Nessa semana, a família conseguiu uma interdição. Imaginem isso! Um homem brilhante. Deixamos chegar a esse ponto.
O filme de Paolo trata sobre isso. Eutanásia, morte assistida...São coisas distintas. Na eutanásia, existe interferência externa. Por exemplo, um médico que ministre uma razoável dose de morfina e acabe logo com aquilo. Na morte assistida, o paciente delibera que o deixem sem procedimentos externos. O organismo cuidará do resto. Pode demorar bem mais. ...
Godard, em 2022, e o também enorme, Antônio Cícero, fizeram opção pela morte assistida. Esse último, irmão do 'O Inverno no Leblon é quase glacial " ( Marina Lima) , em 2024. Ambos na Suíça. País civilizado faz assim.
Meu pai padeceu com demência senil por exatos 13 anos. À época, diferenciavam demência senil de alzheimer por uma filigrana. Mais ou menos como gripe e resfriado. Hoje, avanços tecnológicos nos exames de imagem e também relativos aos diagnósticos, já se reconhece que o que há são intensidades, gradações , na distinção. Alzheimer é uma demência. Grave. Muito grave.
Com o passar do tempo, aquilo poder se intensificar ainda mais e destrói a dignidade de uma Pessoa.
Há um outro filme francês, escrevi sobre ele, antes da pandemia. Creio que se chama 'Amour' . Perfeito o título. O ano, 2012.
AH.. Ia me esquecendo :
Ainda existe, felizmente, cinema de ótima qualidade. Raro, mas temos por aí.

 Ex presidente do BRB /DF e o seu advogado presos hoje. E o governador de lá, aquela gracinha de olhinho rebaixado ( aliás, já houve um outro com aparência semelhante na época do petrolão) vai para o trono ou não vai? Porque lá existe uma alcunha de ' Corte'..

 Oficina Clínica . Sábado dia 11 de Abril , 2026.

Já dizia Freud que num processo de luto você se dá conta de que há um buraco, um rombo, no seu mundo. Já na melancolia , não há mundo no seu rombo, no seu buraco. Mas , como indica M.D.Magno, existem posições vetoriais contrárias nesse estado melancólico e uma delas é criativa, progressiva. A outra é fingimento, lamúria, em torno de uma posição que supôs ter atingido, ter sido, ter gozado por ali. Covardia. Mas dói. E muito.
A vocação do processo psicanalítico é melancólica. Porém, no sentido do processo criativo, inovador.