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sexta-feira, 18 de setembro de 2026

 E você aí? Já encontrou o seu papel de cachorrinho?

Cena do Rio.
Maracanã, quinta feira à noite. Revista. A policial lhe apalpa ( prefiro sempre Damas aos Valetes) antes de você acessar a biometria das catracas inteligentes e que vem a ser a última etapa de segurança para entrar no palco maior.
E me pergunta após apalpar a parte de trás do veículo não blindado:
-O senhor está carregando o papel do cachorrinho?
-Acho que não pois nem sei o que seria isso...e ,aliás, nem tenho cachorro. - respondi espantado.
Cachorrinho, ela me disse , é o panfletinho com propaganda de candidato nas eleições.
Mão, agora a minha suposta mão, na parte de trás da minha suposta calça, e lhe mostrei o meu papel de Cachorrinho:
-Achei o maldito cachorro, querida. É a minha carteira de identidade plastificada.
Risos de alegria. Uma policial com humor.


 Na imagem , o oceano sobe as escadas da praia do Leblon.

 Um climatologista indicou que por dentro do Niño existem formações Niñas que trouxeram essa instabilidade no tempo e uma chuva inesperada para um período alardeado como de um calor extremo, em Setembro. 

A capacidade de armazenamento computacional propiciou acertos maiores do que as mancadas de antigamente. Favoreceu, sobretudo, produtores agrícolas,  etc.

No Rio, na virada do ano de 2000 para 2001, um meteorologista ligado à prefeitura de Cesar Maia, afirmou que poderia chover durante o Reveillon. A festinha do buscapé em Copa não teria , então, brilho mais relevante? 

O cara foi demitido. E ele errou, porque não poderia chover: choveu das 19 horas até o início da manhã do dia primeiro de  Janeiro. Eu  estava por lá. 

Foi o evento que registrou duas mortes na areia da praia. Dois turistas brasileiros.

À época, os fogos de artifício ficavam enterrados na areia.

Hoje, na verdade há muito tempo, existem as balsas no mar. Os fogos ficam armazenados com mais segurança.

O rapaz foi demitido porque no Rio, somente   mediante pressão da rede hoteleira, bares, afins  e anunciantes de bebidas, temos  sol com temperatura e umidade do ar perfeitas, o tempo todo.  Ou melhor: Tempo e clima incríveis. Termo denegatório  para o que se tem.

E existe conivência midiática oficial para isso. Qualquer barraqueiro experiente, das e nas areias praianas cariocas, sabe disso melhor do que qualquer prefeito.



 Libertadores. Semifinal à vista.



 Quem comanda as eleições gerais daqui a pouco mais de duas semanas é o presidente atual do TSE. Conhecido agora como 'O Impedido'. Imaginem que, agora agora, o filho desse cidadão apareceu em contatos suspeitos com o escroque do Epstein Brasileiro e seus tentáculos. O filho de um outro também conversou animadamente com o mafioso em questão. 

Filhos da pátria....Quanto trabalho.

 Que o vedetismo, em alguns aspectos nada honesto, deslumbramento excessivo com poderes demasiados ( a espécie nossa tem essas fraquezas ) não possa permear a ' extraordinária sessão ' que se realizará na capital federal amanhã,  segundo excitação midiática. Sim, pois parte da população não  é tão babaca como se quer manobrar sempre. Não está tão excitada.

Um gaiato, lembrou,  que se estivesse vivo, o Homem do Baú se  candidataria para fazer uma performance de abertura da sessão extraordinária( Opening Ceremony). 

Só não poderia participar ,  por razões que envolvem conflitos de interesse , se o local do evento fosse    lugar conhecido como Madame Satã. Veja que sujeito prudente



 Os artigos de Fernando Gabeira não apontam somente para uma certa franja do jogo jogado na política patética, criminosa que se apossou , faz décadas, do país.  

Gabeira busca não somente descrever peças do jogo e alguns dos seus movimentos. Ele tenta alcançar as peças articulatórias, invisíveis aos olhos viciados. Sem certeza alguma. Apenas suspeitando e acompanhando.

Ele é daqueles que você ao indicar a lua reluzente, lá longe, não fica narcisicamente, ' selficamente' , contemplando o dedo próprio.



 Diante do descalabro, previsível faz tempo, alguns cronistas políticos falam em reconstrução do país,  etc. 

Não se trata de reconstruir porque algumas situações morreram, não brota mais nada dali com postura e olhar de século 20, que segundo a obra de Magno Machado Dias acabou nos anos 80, mas de inventar outras formações compatíveis com o século 21, quiçá 22 se houver. Portanto,  a tarefa é bem mais difícil. Aquele nosso mundinho e certas considerações e atitudes , que funcionavam para modo civilizatório razoável,  contenções,  etc, morreram. 

O sintoma é visivelmente eclesiástico em.todos os casos. Corre -se para trás enquanto o vetor da maldade sempre caminha para frente.

Haverá num futuro, não tão distante , uma geração que não reconhecerá a turminha que a precedeu.