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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

 Uma pequena observação .

A 'polêmica 'que envolve desfiles carnavalescos é obviamente proposital. Em ano de eleições gerais - levando-se em conta o aumento exponencial dos votos nulos, brancos, além de um pais inteiro de abstenções, na maioria dos pleitos eleitorais recentes- manter a baixaria em alta faz parte do pugilato político brasileiro. Não é só aqui. É uma realidade contemporânea, global. Terceiro Império em queda. Tal como indica a Psicanálise Novamente. Vide a obra de Magno Machado Dias.
Mantém também índices de audiência midiática num patamar melhor. E a concorrência é pesada. E vale golpe abaixo da linha de cintura ou alguma cadeira solta, histérica, num debate qualquer.

 Efeito do desleixo na região de Araras, Petrópolis. Há quantos anos os buracos por ali se multiplicam na época da chuva? E você escolhe entre a bolsa ou a vida? Ou seja : bater de frente com quem vem na outra pista, mão dupla, ou se enfiar num buraco. E o valor do pedágio ?E os radares?

A partir do inverno, que é mais seco, começa a operação me engana que eu gosto. Não é recapeamento com asfalto de qualidade . É a famosa Operação tapa buraco. No verão as crateras retornarão. São resilientes.

 Formações espontâneas. Mas, repleta de artifícios. Por exemplo: o reconhecimento, o lidar com.isso ( para acrescentar, manter ou, infelizmente, destruir ) e a nomeação, natureza, são poderes artificiosos, secundários e/ou simbólicos dessa nossa espécie estranha: Pessoas fazem assim.



 Peralta. Que não se chama Peralta, mas esse é o seu nome. A sua principal configuração. Cachorro foi abandonado 2 vezes. A turma que comprou a pousada, adotou. Todo filho, em última instância, é adotado porque adota também. Caso contrário, estará enrascado.




 Tem um gatinho, perdão pelo termo técnico, cagão,que delimita seu território para afugentar o mijão do cão Peralta. Coisas de Momo?




 E não há Mystério Algum.


domingo, 1 de fevereiro de 2026

 O bom malandro joga sério. Seja ele o que vende ou aquele que lhe dá existência, ou seja, o que compra.

Barthô, não sei se a grafia é essa , vem a ser um ambulante das praias de Ipanema, também perambula pelo Leblon ,quando as pernas e o calor permitem. Digamos que é um senhor. Botafoguense e Salgueirense. Ele me conta após comentarmos sobre os golpes que ocorrem em todas , disse todas , as praias , todas insisto, das diversas regiões do Brasil. Sul, Sudeste, Nordeste, etc.. Mas avisa orgulhoso:
'Hoje, pela segunda vez esse ano, nesse caso foi uma mãe ( aqui do Rio mesmo) com o filho. Acabou a bateria do celular e sem cartão de débito ou dinheiro em espécie ( quase um dinossauro daqui a pouco , no Brasil, porque lá fora, continua forte) pediu-lhe um mate para a criança e uma água para ela. Prometeu lhe fazer um Pix assim que chegasse em casa. Ele topou e assim que chegou na sua casa o depósito estava feito. Com um pedido de agradecimento.'
Parte 2:
'No final do ano passado, três turistas de Goiânia e que estavam pela primeira vez no Rio, hospedadas no Leblon, na altura da divisa entre os dois bairros, fizeram-lhe o mesmo pedido. Tinham deixado tudo com uma outra pessoa no final da Leblon e estavam perdidas , sedentas. Temperatura beirava os 40 graus.
Naquela noite, de volta do trabalho, estava o Pix, num valor muito maior ( 50 reais por 3 garrafas de água, somente nos abusos das águas importadas e nos restaurantes mais sofisticados e/ou abusivos) depositados em sua modesta conta e com pedidos de agradecimento. Ele avisou que mandaria o troco. O que não foi aceito pelas moças.
Tem isso também. E eu tenho prazer em conhecê-lo e comprar aqueles biscoitinhos globais há muito tempo.
Em tempo: disse-lhe que não divulgasse demais isso, pois o golpe certamente virá. Sobretudo, em tempos de bebedeiras de Momo.
Mas é muito bacana quando o jogo é bem jogado.