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sábado, 17 de outubro de 2026

 Oficina Clínica 

Sábado, 17 de Agosto de 2026

 A questão da narrativa sobre uma situação clínica tem que levar em consideração ( fundamental) que quase todo processo narrativo  implica em busca de simetria, afirmação de alguma ideologia, um grude com quem está narrando ( nesse caso a suposta fala do analisando) .  Geralmente nas narrativas muito longas. Parece até o blá blá blá das discussões políticas, por exemplo: a presença contundente do vazio..

Considerar a abstração. Suspensão dessa narrativa que inclui o que para o processo de análise é mais importante: a descrição. Descrição das formações. Descrição das peças articulatórias

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

 Cenas praianas.

Uma mãe aflitíssima por causa do sumiço do filho. Uma criança de 7 anos de idade. O apoio à aflição daquela mãe vem sob forma de aplauso. Sim, pois há uma tradição nas nossas praias de bater palmas para chamar a atenção de que tem alguma criança perdida. Felizmente, ele não se afogou e foi localizado. Quem tiver criança, coloque alguma identificação nela e não perca o foco nela também. Crianças têm uma visão espacial muito distinta dos adultos.
Cena número 2.
Leio jornal impresso. Ainda. Desde os tempos do JB ( (Jornal do Brasil) . Uma jovem senhorita passa e diz entre dentes e sorriso:
" Moço! Você ainda lê jornal! E impresso ! Que ótimo!
Felicíssimo pelo moço, sorri também.
Cena 3 :
O rapaz da barraca ,que não costumo ficar, se aproxima, e menciona esse fato. E acrescenta que trabalhou como entregador de jornais , no nosso bairro, nos anos 80,90. Mencionou também sobre a avó que foi aquela que lhe apresentou as letrinhas, através da leitura diária dos tablóides.
Perguntou meu nome. Temos o mesmo primeiro nome.
Cena final
Comprei um mate. Harmonizei com um pouco de limão. Tradição? Comprado com o rapaz que usa o capacete amarelo. Querem uma dica? Costumam ser os melhores.
Uma tarde feliz.


 Oficina Clínica

Sábado, 10 de Outubro 2026.
Como apresentar uma situação clínica, um caso recente, procurando escapar de um relato mais extenso mediante o pouco conhecimento que ainda se tem sobre aquela pessoa. Às vezes, pode levar muito tempo.
Geralmente, sonegamos, enquanto analisandos, informações. Provocado pela força dos recalques, produz a conhecida resistência. Faz parte do processo.

 Já dizia o saudosíssimo , e vizinho, Millôr Fernandes ,que o Brasil tem um enorme compromisso com o passado.


 Um desastre.

E quando a soberba se mescla com a cegueira ( Por exemplo, sobre novas ondas e gerações do ponto de vista global) temos isso.
No Rio, Eduardo Paes, que não existe praticamente em áreas muito populosas ( Baixada Fluminense , por exemplo) teve que se juntar com a irmã de um baixadão de baixo nível ( Desculpe o pleonasmo) que é o ex-prefeito de Duque de Caxias e que chegou a ser investigado por delitos graves , incluindo no seu grupo, gente do Comando Vermelho. Flexibilidade, pusilanimidade?
A questão também indica o fato de que, de um modo geral, quem não trabalha ou vive na Baixada Fluminense tende a ignorá-la. No máximo ,tem alguém de lá prestando serviço por aqui.
O maior equívoco de Eduardo e sua campanha foi acreditar cegamente em pesquisas ( algumas erraram muito) e tentar tirar proveito de uma possível ilegibilidade, ilegalidade na candidatura de Garotinho e tornar nulos os votos recebidos pelo ex-governador do estado do Rio e ex. prefeito de Campos dos Goytacazes O atual prefeito de lá é filho dele. Foi Paes que impetrou essas medidas junto aos tribunais eleitorais.
Supunha que por estar na primeira posição nas tais pesquisas ( em toda campanha e com folga ) caso os votos do garoto malvado fossem anulados, poderiam ir para ele, Eduardo, e a vitória aconteceria no primeiro turno.
Quem conhece Garotinho, tem medo de adulto. O veneno virou contra o envenenador. E somos nós que estamos envenenados.
Os novos Romeus e Julietas.
Aliás, em cartaz no Teatro Municipal por esses dias. Corpo de baile e orquestra.

 Momento engraçadinho.

Lembremos que a turma é do KN e não do KY.
Abaixo, contemplemos um eleitor que chegou, a nado, para exercer seus direitos políticos.


 Nos EUA e na Argentina, por exemplo, é obrigatório o comparecimento dos candidatos à presidência. Há uma punição para quem não for , a não ser por razões de força maior. Eles fazem um pool de empresas de comunicação para exibir o 'pugilato'. Aqui se insiste com grifes tipo 'debate da Band' , debate 'mais badalado', ou seja, da Globo. Isso, sobretudo com a onipresença das redes sociais é passado insepulto.

Diante disso, os dois primeiros colocados nas pesquisas estão certos em não ir. O primeiro colocado na pesquisa alega que teria 4 minutos para responder aos prováveis 16 minutos dos adversários, totalizando os 4 somados ou mais, insultos, soco sem luva, etc..Visto que seria o principal alvo dos ataques.
O candidato que está em segundo alegou, aos 90 minutos mais os acréscimos , que não iria com o seu time para a prorrogação ou pênaltis.
A verdadeira razão aqui no último citado foi a confirmação, a autorização dada por um ser supremo ( eles estão muito na moda) para que um forasteiro desclassificado participasse do debate. E ele seria então o alvo principal. O candidato Lula avisou com bastante antecedência.
Judicialização monocrática de quase tudo e as emissoras Band e Globo chupando um limão amargo.
A diferença é que a Globo reage. Já que é para azedar, não haverá.Ela tem poderes para isso.
Haverá consequências?
E de padroeira em padroeira, Vorcaros e seus sócios ( políticos, civis,militares , de toga ou não) continuamos. Náusea?
Ver menos
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