Um desastre.
E quando a soberba se mescla com a cegueira ( Por exemplo, sobre novas ondas e gerações do ponto de vista global) temos isso.
No Rio, Eduardo Paes, que não existe praticamente em áreas muito populosas ( Baixada Fluminense , por exemplo) teve que se juntar com a irmã de um baixadão de baixo nível ( Desculpe o pleonasmo) que é o ex-prefeito de Duque de Caxias e que chegou a ser investigado por delitos graves , incluindo no seu grupo, gente do Comando Vermelho. Flexibilidade, pusilanimidade?
A questão também indica o fato de que, de um modo geral, quem não trabalha ou vive na Baixada Fluminense tende a ignorá-la. No máximo ,tem alguém de lá prestando serviço por aqui.
O maior equívoco de Eduardo e sua campanha foi acreditar cegamente em pesquisas ( algumas erraram muito) e tentar tirar proveito de uma possível ilegibilidade, ilegalidade na candidatura de Garotinho e tornar nulos os votos recebidos pelo ex-governador do estado do Rio e ex. prefeito de Campos dos Goytacazes O atual prefeito de lá é filho dele. Foi Paes que impetrou essas medidas junto aos tribunais eleitorais.
Supunha que por estar na primeira posição nas tais pesquisas ( em toda campanha e com folga ) caso os votos do garoto malvado fossem anulados, poderiam ir para ele, Eduardo, e a vitória aconteceria no primeiro turno.
Quem conhece Garotinho, tem medo de adulto. O veneno virou contra o envenenador. E somos nós que estamos envenenados.
Os novos Romeus e Julietas.
Aliás, em cartaz no Teatro Municipal por esses dias. Corpo de baile e orquestra.