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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Eleições ainda mais.

Algumas notas a mais;

Eleição para prefeito no Rio sempre tem forte concorrência , para o postulante ao cargo, pois o carioca o vê como alguém que quer ser mais carioca do que ele. E como estar carioca é um estado sublime - para muitos-  , uma espécie de cartão de visitas, um achar-se tão belo quanto as praias, quanto ao Jardim Botânico ( Viva João VI ! ), quanto a Lagoa Rodrigo de Freitas ou o Aterro do Flamengo; achar-se tão exuberante quanto os monumentos todos, os centros culturais, os museus; tão grandioso quanto o Maracanã. O resto parece não sair bem na foto.
Os 18, 19% de certas intenções de votos nos candidatos novidades não são tão novidades. Sempre houve em algum momento. Recordemos o Bittar em 1998, a vitória de Erundina em São Paulo , no mesmo ano, o prezadíssimo Fernando Gabeira, mais recentemente. E o abominável Fernando Collor, codinome caçador de marajás, na campanha presidencial em 1989! Houve quem dissesse que essa vã caçada se converteria num suicídio ou num exercício erótico sado-masoquista. Sofremos os efeitos desse sexo , digamos, bizarro. E qual o sexo, qual a partição que não completa jamais, que não tem a sua faceta bizarra?
Há também aquele sintoma de quem -por razões somente pessoais- projetam frustrações ou realizações, enfim, sintomas das mais diversas ordens, até mesmo afetivas, na figura de quem está lá ou que candidata-se a estar. Se estou bem, o tal cara ou fulana valem até à pena. Se as coisas não estão lá tão bem ( aquele namorado/a que se mandou, aquele projeto que nunca acontece, aquele dinheiro curto, aquele não haver desejado que insiste em não haver, em não nos salvar ), o tal cara ou fulana não prestam. Não valem à pena.
O voto é sempre exercício inconsciente das ditas razões de cada um, e  que tem lá os seus corações bem pessoais.

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