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sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Que carnaval bacana!

Que carnaval bacana! 
Sabem o que é isso? Efeito inconsciente após a realização de uma colonoscopia, hoje, à tarde.
O problema não é o exame. É o pré-exame. A tal preparação. Dieta desde a antevéspera e uma diarreia que deve ser provocada no dia da tortura. Vai para o trono ou não vai? Vai e como.
Ao menos, não houve aquela pergunta : 'O Sr está feliz?' A noite foi agradável? Não se preocupe. O exame é tranquilo'. Exame tranquilo com o c....dos outros é biscoito globo num fim de tarde de sol do mês de Maio. E com aquele mate gelado à beira mar. Aquele paraíso chamado biquínis....
Pois, carnaval bacana foi o que emergiu, o que foi desrecalcado, enquanto era conduzido para uma sala de repouso pós penetrações, ou melhor, procedimentos médicos. O inconsciente é sempre presente. Ainda mais quando tocamos em partes mais baixas.
Melhor mesmo - eu lhe agradeço 'facebookianamente' , Dona Mônica, pelo apoio de sempre-, é assistir, ao lado da melhor companheira e após toda essa invasão maior de privacidade, a um programa chamado 'As verdadeiras Mulheres assassinas'😨.Em seguida, ' Sogras perigosas'😵😱.
Episódios baseados em fatos que aconteceram pra valer. Igual ao abominável exame. E todo esse 'pacote' apresentado num mesmo canal chamado ID.Esse último , 'Sogras Perigosas', deve ser ficção. Não é possível! Ao menos, os fatos ocorreram no distante EUA.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

A Savana Carioca. 23 de Outubro de 2017.😡😨

A Savana Carioca. 23 de Outubro de 2017.😡😨
Sempre que vejo aqueles jipes, que são muito conhecidos de quem faz safari nos países africanos, fico a me perguntar o que pretendem com isso no Rio? Que tipo de 'bicho' acham que encontrarão por lá? Olho para o rosto daqueles desavisados
e ou idiotas e me pergunto: de onde vêm? Sabem para onde vão? O que pretendem? Viajar para colocar foto em rede social , nessa vulgata global? Eu boto quando volto.. Quando boto. Sabe-se lá.Os turistas se atiram assim num país e numa cidade violenta como o Rio?! Em qualquer ponto da cidade, ouvem-se relatos, causos. Contudo, alguns lugares superam bastante os outros. Transformaram-se nisso. E faz décadas. Um traficante VP- seria VIP, daqueles que estão sempre naquela mesma festa, naquele mesmo camarote?-, elogiou muito um ex-governador caudilho e sentou a bordoada num ex-governador, hoje presidiário. Ponto para quem? Ser muito elogiado por um marginal com folha corrida de 10GB traz voto ou não?
Curioso, pois sempre que viajo me informo. Tem roteiro, GPS, mapinha século 20 também serve, língua oficial , moeda oficial ,interesses ( nem que seja ficar plantado num café observando o ir e vir do gringo mais próximo, etc...)
Detesto favela. Acho feia, fedida, perigosa ( aqui no Rio a maioria é ) , opressiva ( para quem mora e não tem nada a ver com a criminalidade que ali prospera e para quem passa por lá ) . Trabalhei em favela. Conheço por dentro. Não só de fotografia sub- self. Fomos ameaçados lá. O trabalho teria um futuro até muito bom. Dizendo melhor: fomos expulsos. Inclusive houve intimidações feitas pela polícia e seu inestimável camburão. Bem no dia seguinte à exibição, pela televisão viciada, de um espancamento sofrido por moradores. Os algozes eram oficias fardados. Desceram a porrada com os seus cassetetes e outros apetrechos. Chocou a sociedade. Incrível, não? Chocava-se com porrada. 'Progredimos'.
A guerra na Rocinha já faz parte do 'turismo' oficial da ex-Guanabara e suas canalhices e desmandos.
Nesse caso penúltimo, mescle um motorista italiano - que pensa que conhece a cidade-, um dono de empresa de turismo também italiano e sua digníssima esposa 'brazuca', uma guia irresponsável ou desesperada por grana e 3 turistas espanhóis - duas mulheres- 'desavisados'.
Visitariam alguns dos seus restaurantes e lojinhas. Debaixo de chuva. E de uma chuva de balas igualmente.
Pelo nosso lado e a bem saber - apesar da global douta ignorância- , esperar o quê de uma polícia que mais mata e que mais morre? Seria a mais eficiente? Atirar nos pneus? Admoestar os ocupantes que 'furaram' o bloqueio, com o carro caro e bonito, que eles deveriam sair calmamente do veículo com as mãos para o alto e que teriam direito a um dos profissionais que mais lucram com tudo isso, ou seja, o tal do advogado/a? Arriscariam um 'portunhol'? Chamar o 'Spider Man' ou o maneirista Zé Carioca?
A senhora morreu. Tinha 67 anos. Nasceu no mesmo ano em que nascera o Maracanã. Ela era 3 meses mais antiga. Espanhola. A favor ou contra a separação catalã? Nunca saberemos.
Um tiro pelas costas. 'Ela foi lá para se divertir'. - resmunga a jornalista que está 'exilada' em NY.
Será que essa jornalista frequentava o Queens, NY, nos anos 70/80? Para se divertir? Que tal então uma temporada em Clichy-sous-Bois, Paris?
Cada um supõe saber o que faz ou até mesmo o que quer. E são libérrimos para isso. Até para estupidezes.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Economia Nobel

O Prêmio Nobe,l normalmente, ratifica a dominação - quase um monopólio- das universidades estadunidenses. 
Aqui no Brasil, faz muito tempo, que uma Psicóloga - não me recordo se ela é daqui ou de SP - faz um trabalho em que considera as questões econômicas - ou razões econômicas, tal como prefere o ganhador desse ano do Nobel- do ponto de vista das emoções, do comportamento, etc. Aliás, isso é muito antigo. 
Desde Freud. Economia Libidinal. Lacan fez diversos apontamentos sobre isso nos seus seminários. E MD Magno também já discorreu em seu teorema sobre o tema exaustivamente. E só para apontar alguns do campo que me concerne.. Tem mais gente. E aqui, na nossa Economia.
Desafio esses cidadãos da estranja ( Vejam a pretensão desse bacharel brazuca aqui) a compreender as 'razões econômicas ' do Brasil/ Brazil. Na área das economias , o troço é século 20.
Esse pesquisador estadunidense teve a competência de considerar as peras e as maçãs- tão saborosas- na sua explanação para o entendimento de um número maior de pessoas. Sua linguagem parece acessível. Não se enclausurou no hermetismo acadêmico. Até porque, assim/assado, o livro venderá mais.😎E que não se considere, o livro dele, enquanto uma cafonice de auto -ajuda econômica. Não é. Dinheiro diz muito sobre o sintoma de cada um. Há quem diga que compra até amor verdadeiro.
O tema é ótimo, mas não é original. 😴OEconomi

sábado, 23 de setembro de 2017

Cena pré e pós carioca

Avenida Vieira Souto, tarde de sexta.
Uma equipe filmava um capítulo de novela em que uma das personagens é menino/menina. Ela estava por ali. Sentada aguardando a chamada para cena. Bisbilhoteiros fuçavam a cena com seus abomináveis celulares. Passei correndo, malcriado. A ciclovia me acenava como se dissesse: ' Venha amigo velo. Você me usa e abusa desde a adolescência.' Diligente, obedeci. AS balas histéricas cantavam soltas na Rocinha.
Chego ao Arpoador onde frequentei por treze anos o espaço que batizei como 'Flintstones Fitness'. Uma academia de musculação feita de pedras e rochas e pedritas e freds e wilmas e o quê não foi e nunca será. Como avisa uma outra canção.
Não frequento mais os pesos porque arrebentei a coluna no ano passado por conta da brutalidade do material em questão.
Fico pendurado naquelas barras, paralelas que, gentilmente, espalharam-se pela orla toda. Feitas de material que não corrói. Que resiste à força da maresia e bebedeiras, melhor dizendo: ressaca do oceano próximo.
Antes de me retirar, um DOG alemão faz uma saudação. Dog Alemão é aquela mistura de cachorro com cavalo. Enorme, lindo e bobalhão. Adoro. Em seguida, uma senhora com o canto da boca um pouco torto para esquerda se aproxima. Tem os olhos arregalados e um sotaque turístico. 'Moço, por favor. Posso chegar a Copacabana seguindo por aqui?'
'Não, disse-lhe. Por aqui só se for a nado. E mesmo assim teria que transpor as pedras e rochas ( atravessaria portanto a Flintstones Fitness) , arrumando assim um outro problema. Terias que invadir aquele espaço ali e que pertence ao exército. Ao famoso e conspirador, Forte de Copacabana.'
Mostrei-lhe o sentido apropriado a seguir.
'A senhora está de férias?'
'Sou aposentada. Trouxe os meus sobrinhos para o Rock in Rio. Eles se mandaram para o festival e eu resolvi passear. Tenho 70 anos. Sou viúva.'
'Boa caminhada. Boa jornada, Seja bem vinda'.
Ela ajeitou, com muito esforço, a boca torta e fugiu feliz.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Sebastião Favelizado.

As barricadas em chamas me fazem lembrar os tempos em que trabalhamos numa comunidade chamada Costa Barros. Já deve ter virado bairro. Ao menos, Barros Filho, é bairro. Ali, pertinho da última estação da linha 2 do metrô, Estação da Pavuna. Não são, definitiva e factualmente, paraísos turísticos. E por lá se vão mais de 20 anos. Era uma comunidade sitiada. A mesma condição que também se estende, há décadas, ao resto da cidade. Toques de recolher, cemitérios clandestinos, grades horrorosas 'resguardando' prédios, cancelas determinando o vai e vem sexual dos veículos e seus condutores, nos condomínios menos antigos, enfim, uma paranoia que, para além de uma possível metodologia de segurança, tornou-se doença grave. Patologia incorporada.
Relembrando também que já se foi jovem, temerário. Partidário dos movimentos denegatórios da mente. Você viu, percebeu algo mas não quer enxergar. Como ensina o mestre, recusa-se a ver. Não quer agir de uma forma outra que não aquela que nos seja mais conveniente, menos desconfortável ( ainda que esse desconforto fosse necessário para haver entendimento e nova postura possível). Promove-se então um novo recalque. Um modo de manter fechadinho, trancado aquela formação que lhe trouxe, da qual fora afetado. Só que existe um problema. Está trancado, inconsciente, mas não desapareceu. Não adianta fingir que não houve, que não há . Esse é o aspecto tragicômico da nossa própria existência . Uma vez escrito, está posto. Você até apaga esse texto. Você pode ignorar o texto, lixar-se para ele ( o mais frequente) , curtir, etc e outros. Mas ele houve. E restará enquanto rascunho, na sua forma original, ou melhor : sintoma.
Quando Magno afirma, dentre outras tantas postulações e correções- que um sintoma nos remete ao SIM, a essa afirmatividade radical e indelével, sendo nomeado é simples de se entender, e difícil de operar. Diante da afirmatividade permanente do tesão humano e sua vontade de levá-lo ao extremo ( inconsciente que se manifesta. Um desejo 'nirvânico' de zerar esse querer) . E como não há passagem para um ouro mundo, ou seja, uma transcendência requerida , ele escapa. derrapa, quebra a fuça. Surge, manifesta-se, permanece enquanto um sintoma qualquer , ou seja,: os conhecidos e estranhos, atos falhos, chistes , sonhos, uma patologia qualquer, um ato criativo. Pronto. Apresentou mais um heterônimo nessa multiplicidade que se é enquanto Pessoas. Não somente Um Fernando.
O quanto que já se viu e compreendeu sobre o sintoma Rio de Janeiro e sua decadência pós 64 e perda da condição de capital federal ? Uma sequência de governos atabalhoados, porque não chamá-los a termo: péssimas gestões. Muitas desonestas inclusive. Houve até uma Doença de Chagas que deixou herança biliardária para seus estoicos. Configurou-se um dos maiores latifúndios urbanos do mundo.Curioso que a presença federal no Estado é grandiosa. Universidade, hospitais, servidores públicos da União que somados ( até meados dos anos 2000) formavam um contingente maior que o número de servidores da capital do planalto central. E isso nos atrapalha muito mais do que ajuda.
Oitocentas e cinquenta favelas que confinam cerca de um milhão e meio de cidadãos ( sem cidadania).
E outros cinco ou seis milhões, cinicamente, manipulados e manipulando denegações.Uma roleta russa.
Houve ainda a derradeira fusão-saideira do Estado do Velho Rio e uma Baía a naufragar Guanabaras.
Vilanias de um Sebastião Glorificado.




segunda-feira, 14 de agosto de 2017

O Gato de Schrödinger

Nenhum texto alternativo automático disponível.

O filme do Selton

Selton Mello acaba de realizar o seu filme. Ele chamou de 'O filme da minha vida'. Nesse caso, da vida dele. Filme bom. Sobretudo, tão belo. Linda fotografia, trilha sonora preciosa e atores muito bons. É a versão Cinema Paradiso de Selton. 
Bacana. Fez até lembrar os bons filmes argentinos. 
Vida longa ao Selton. As letrinhas subindo e a pequena mas atenta platéia permanecendo na sala escura.