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quinta-feira, 21 de março de 2019

Numa noite. Num táxi.

Uma noite num táxi. Eu gosto desses encontros programados pelo aleatório.
-Esse hotel, por aqui?- pergunta à passageira espantada.
Rua do Catete, um número bom.
- Sim. E o Fluminense se concentra aqui. Tá todo mundo aí.- alerta o taxista atento à conversa alheia.
-Ôba! Amanhã, vou ao jogo.- acrescenta a torcedora das 3 cores.
- Eu, agora, sou Fluminense- diz, feliz, a mãe da passageira .
- É que o time dela acabou..- 'lamenta', a filha.
- Eu torcia mesmo era para o América- reforçou a ex-americana.
- Eu também torço para o América. Atrás do meu carro, vocês poderão ver um trecho do hino e o escudo do clube!- vibrou o motorista do amarelinho. E emendou, olhando na minha direção:
- Meus filhos também torcem para o seu clube.. Fazer o quê?
Permaneci em silêncio prudente, guardando a devida distância. Tal como se recomenda nos manuais de trânsito. E quando descemos do carro compartilhado, lá estavam o trecho do hino e o símbolo do clube. Conforme o prometido. O rapaz tinha palavra.
Alguns diabinhos ( símbolo do clube) soltavam fogos que, pouco tempo depois, transformaram-se em raios, relâmpagos, temporal e paixão.
Escute o hino. Logo, abaixo. É o mais bonito.
YOUTUBE.COM
Hino do América RJ.

quinta-feira, 14 de março de 2019

Ora, Ora. Está difícil querer saber sobre as novidades das notícias do noticiário. 😟

Ora , Ora. 
Está difícil querer saber sobre as novidades das notícias do noticiário. 😟
O jornalista solicitou que pessoas metidas com o campo da saúde mental opinassem sobre esses episódios trágicos, bárbaros, que aconteceram por agora. Um perigo essa solicitação. Já basta uma dose elevada de chiliques que uma parte da própria imprensa oferece com generosa frequência. Por vezes, a prudência passa longe. No nosso campo não é muito diferente. Até mais grave.
Há oito anos, quando aconteceu o massacre em Realengo, recordo que a única observação que fazíamos - ancorados nos depoimentos de quem conhecera um pouco ou um pouco mais da vida daquele 'atirador'- era que a impressão que se tinha é que ele retornara ao suposto colégio - que ele achava que era o seu- para se vingar dos também supostos colegas ,ou de uma outra formação, da sua turma. Deliração pura, afinal, essa turma não estava mais lá. Eram outras pessoas. No 'mesmo' local.
Como as marcações inconscientes são atemporais, os fatos ou o que quer que tenha havido ainda está latente.Está fixado. Pode retornar ou age desviadamente enquanto algum sintoma qualquer. Geralmente está afastado, recalcado, da nossa consciência, mas está aí ou por vir. Não dá para passar a borracha definitivamente naquilo que se instalou. Você negocia e pronto. Pronto: vai negociar para o resto da sua vida. Esse é um aspecto irreversível, logo, trágico, da nossa condição humana. E essa arte da negociação em aprender a negociar é uma das políticas da prática analítica.
Saber - como indagou o jornalista- sobre as condições iniciais ou onde está o gatilho - usando termo do senso comum- para o surto, é quase impossível. Outra tragédia.
Já imaginou se o dito cientista conseguir mapear todas as condições iniciais para sacar os efeitos possíveis dos seus experimentos? Eureka! Eu também quero. Impossível. Considerações, aproximações, observações, suspeitas e suspeições, e até uma sacada que faz gol. Bonito ou não. Mas é isso.
Essas maluquices - qualquer um pode fazer parecido , em outra cancha ( se é que já não fez), com menos horror, sangue- assustam. Até porque, infelizmente, é coisa de gente. É coisa nossa. Já cantarolava o homem do baú, Sílvio Santos. Pergunte ao seu bichano de estimação. A espécie é muito esquisita.🙃
Portanto, quando começarem com aqueles rótulos nosológicos, patológicos todos, desconfie.
Sem ao menos escutar o defunto ou tê-lo conhecido melhor.. . É abuso mesmo. Estupidez.
E defunto parece que não fala.😒

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Em tempos de Mourão, Pós Temer...

Dica.
Vice. É um filme estadunidense sobre um dos chefes de George W. Bush, O Sr. Dick Cheney, seu Vice. Nesse caso, o seu coordenador político.
O filme é muito bem dirigido. Roteiro inteligente. E o período em que Cheney foi vice do 'coisa' texano é aquele em que o século 21 foi inaugurado, especificamente, num onze de Setembro de um 2001. 
Ele vem de longe, o homem de Nebraska. Desde Nixon, e depois, a ascensão no governo de Gerald Ford.
O cara, que não dava para nada - uma espécie de Sergio Cabral Filho de Nebraska- através da inteligência maquiavélica, talentosa da então namorada e posteriormente sua esposa, Lynne, passa a compreender com astúcia inigualável as perversidades e sutilezas do jogo político estadunidense. Era um ogro, mas inteligente. Republicano daqueles típicos.
O trabalho de Christian Bale é impagável. Inclusive na maquiagem. Está idêntico!
Steve Carell, ótimo, por sua vez faz o belicoso, inescrupuloso, arrogante, Donald Rumsfeld. Secretário de defesa por duas vezes. Leia-se: anos 70, período Ford , no massacre do Camboja e a destruição total do Iraque, recentemente, sob falso argumento. Um canalha.
Bale é daqueles atores da escola de SIR. Robert De Niro, capazes de sacrifícios extremos para mudar de pele, desenvolver personagens. Emagrece ao extremo, engorda tudo de novo e por aí vai. Gosto muito do trabalho dele. Já ganhou o Globo de Ouro esse ano. Chega com força para o Oscar de melhor ator.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Ri-verões. Lágrimas arrependidas pela Sandra Bréa.
Quando não se tem nada melhor para se fazer, desloca-se para o centro da cidade tropical-sensação térmica de 45 graus com pouca roupa; Vestidinho de militante engajado deve estar em torno de uns 60 ( quem disse que ignorância não desidrata) para defender coisas Maduras. Importadas do país vizinho e destruído. Esse senhor estranho mas se assemelha àqueles leões velhos e velhacos e desdentados de circo cruel. A vida por exemplo.
E aí o trânsito piora um pouquinho e saem na porrada com os que conhecem o buraco fundo em que enfiaram o país.
Uma futura deputada, ex-senadora ( não tentou a reeleição para o senado, pois sabia que não conseguiria ) está dando pinta por lá.
Pior que Sucupira. Sucupira ainda tinha o ZEZINHO DO BURRO. Um adorável personagem feioso, caricato, adorável e que vociferava ' Fora Odorico ', quando estava 'borracho'. Uma espécie de Fora Temer dos anos 70 das telenovelas. Quando estava sem lucidez, ou seja, de cara limpa, elogiava esse prefeito singular.
Mas sobretudo, havia a Sandra Bréa. Meu segundo grande amor, depois da Sra. Jeanette. Essa última, a senhora Esposa do meu sortudo pai. Ambos saudosos.
Sandra era linda e atriz. Bailarina e filha de um Texano. Morreu vítima do abominável HIV, nos anos 90.
Eu errei em não ter gritado, antecipando Anittas. Essa gritava assim: ' Eu ainda vou trabalhar aí. Vocês vão ver'. Ameaçou. Concretizou.
Referia-se então à Rede Globo de Televisão onde se postava diante da sede da emissora pré- DisneyProjac, no Jardim Botânico. Berrava de dentro de um ônibus também. ESSE coletivo era da marca Mercedes. Hoje, a reclamante se tornou uma celebridade da música popular. Deve colecionar Mercedes. No plural. De um outro tipo, por certo.
Eu deveria ter me esgoelado. Feito birra, greve de fome, de Nescau ( com C porque Neskau com K vem a ser um político local e que está preso acusado de roubalheira no nosso Estado), ameaçar sumiço com direito à endereço para resgate e lágrimas num auditório do Flavio Cavalcanti ou do J. Silvestre. Programas populares à época. ' Vou casar com a Sandra Bréa!' Só tinha 10 anos de idade, Não sabia os riscos que podem ser isso.. casamento. Mas a Sandra? Valia riscos com juros nas alturas.
Lembro que não gostava do Miele e tampouco do Grancindo JR. Esse último permanece como ator/diretor e é o filho homem mais velho do Odorico pai , na corte real. Meu veneno ressentido é porque ambos faziam pares românticos constantes nos musicais, nas telenovelas, mini-séries, com a musa. Quem? A Sandra.
Quanto ódio! Quis fazer um penteado parecido.. Não ria! Eu tive cabelo e penteados! Há testemunhas. Também,no plural.
Eu sou adoentado de carioquices, brasileiro. Muito Rio de Janeiro. Quase uma overdose. Não consigo antecipar demandas. Um traço típico. Ou seja: Sou sub-desenvolvido assumido.
Daqui a pouco, parto para meus exercícios quase centenários , na academia Flintstones Fitness. Logo ali, no Arpoador. E no verão! Trinta e um graus, à noite.
Uma espécie de visão e sensações de inferno. Menos para alguns repórteres daquela empresa em que Anittas, hoje, frequentam com desenvolturas. 🙃🔥

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Observar, aguardar, refletir.

Já que as metáforas são pobres e os fatos são o que importam, pois as interpretações só conduzem à milhares de outras interpretações, quando não delirações ( isso é perigosíssimo, sobretudo em 'análise ' de botequim. Portanto, ensinaram pra mim que só existem fatos e não interpretações ( Desculpa aí, Nietzsche) , o fato novo é que foi proposto uma redução da idade mínima para aposentadoria de meninos e meninas. Não se pronunciou ainda se a regra abrange todos os trabalhadores ou tão somente para os servidores públicos . Corajoso? Imprudente? Interessante...
Até porque ele é um servidor militar da reserva - certamente o foco principal é o servidor público-, e um ex-parlamentar federal com 28 anos de experiência. Conhece a turma que assumirá em 1 de Fevereiro, mas que só apresenta 17% de novidades. Muitos 'novos' eleitos já estiveram nesse mesmo parlamento ou ocuparam cargos importantes no executivo, em legislações anteriores. E ainda bem! Governo novo com gente 'inocente' a legislar ( e o legislativo nacional -hojendía- conjuntamente com seres supremos arbitram o jogo no gramado e no VAR) formam uma arma química poderosa. No pior sentido. Ou seja: na 'melhor' das intenções.
O ministro da bufunfa já discordou. O neto do hiper liberal, Roberto Campos, o Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, fez caretas. Faz 50 anos esse ano e exige que não lhe antecipem uma andropausa desnecessária. Pode afetar o mercado, negativamente.
Interessante. Uma treslouquice , ainda eleitoreira, 'palanqueira', bem brasileira ou um golpe de mestre?
Observar, aguardar, refletir. Algumas medidas preventivas para oposição lúcida.👀👵👴

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Tudo bem , tio?

Efeito Gabriel Medina. Praia e surpresas -parte 2.
Oceano de calmaria. Sedução posta e arrisco pegar um jacaré. Aquela gracinha que se fazia nos tempos de molecagens praianas e sem prancha. Você é a prancha.
Lá vem a onda e não é que se consegue. O problema é que havia uma parte nesse oceano tão familiar- são 52 anos de convivência- e onde essa bendita onda quebraria, e que estava bem mais rasa e ornamentada por um razoável banco de areia. Que nos aguardava, contente.
Joelho ralado, capotada discreta , short quase arrancado ( seria um 'nude' de fim de ano?) e eis que aparece um herói. Daqueles cantarolados na música da Baby Consuelo e cujo trecho famoso diz ( nunca fiz a passagem para Baby do Brasil): ' ...calção corpo aberto no espaço'.
-E aí, tio? Tudo bem? Pouso forçado?- o calção corpo aberto, calor que provoca arrepio, diverte-se.
-Pois é sobrinho. O reverso abriu de repente...
Uma gracinha esse meu novo sobrinho desconhecido. 🤬

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

PInTANGUS TE VIU.

Primeiro, chegou só. Depois, trouxe a namorada. Fizeram ninho no ar condicionado vizinho. Lugar , provavelmente, mais seguro e quente. Meses se passaram. Cria criada, voo alçado. Emporcalharam o parapeito da minha janela, dia sim e dia também. Bem te vi. Marisa Monte nasceu e voou com um 'Bem que se quis'.
Retornaram cantando, felizes. Prova do crime doloso e o 'Pintangus Sulphuratus' encara o desafio e avisa destemido: 'vai encarar, careca?'