Oficina Clínica
sábado, 15 de agosto de 2026
Oficina Clínica.
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Olha aí, Andrea Dutra.. Sobre o que você ajudou a contar ...também e tão bem. Bj
A fofoca que não desiste de não fofocar.
Tantos anos e reencontro o Vinícius na sua Toca. Não na rua que leva o seu nome e que já foi nome da rua da família da minha avó materna, até 1980.Ano da morte do poeta: Rua Montenegro.
O restaurante e o espaço anexo para shows existem há quase 40 anos. A casa de show ficou fechada em alguns momentos e reabriu há pouco tempo. Espaço excelente. Que tenha vida longa, ou seja: que seja imortal tal e qual Vinícius de Moraes, Tom Jobim, Carlinhos Lyra e todos os outros da Bossa.
Sob a batuta de Andrea Dutra, amiga e cantora tão talentosa assim como os três músicos que a acompanhavam (Manu Marinho, Marcio Bahia e Sérgio Castanheira com participação especial do cantor Augusto Martins), retornamos à casa da Bossa Nova. Show especial. Repertório impecável.
Durante o espetáculo, uma das canções apresentadas naquela noite, tinha sido tema de uma peça de teatro que também se transformou num filme, início dos anos 80. Patrícia Pillar e Djavan eram os protagonistas no filme. Isso foi relembrado por Andrea.
Dizem, as mais afiadas línguas, que rolou um romance extra setting de filmagem entre os dois. Jovens, bonitos, aquele romance de filme todo rolando... Quem resiste?
Certo dia, num restaurante de Copacabana, um garçom que conhecia Mônica e a minha pessoinha, de um outro restaurante (Esse bem melhor), em que trabalhara por longo período, conta-me uma história ótima.
Casada à época com Ciro Gomes (Sim, ele mesmo), Patrícia jantava no tal restaurante que chamarei de ‘Bem Melhor, situado no Leme, com o mencionado marido. Em mesas separadas estavam outras figuras públicas da política nacional. Dentre eles o ex. presidente Fernando Henrique e Dona Ruth Cardoso. Ciro tornou-se um desafeto do casal palaciano. Contudo, sem qualquer cerimônia, ele se aproximou da mesa em que estavam sentados o ex-presidente e a saudosa Dona Ruth e lhes disse:
‘Essa aqui é minha mulher’! Posso imaginar a cena e o constrangimento da também talentosa e linda, Patrícia, a ser anunciada dentre exclamações e sotaque carregado.
Quem me contou ajudou nessa pequena e modesta crônica. E acrescentou que havia um conterrâneo do político nordestino, cearense portanto, na cozinha, e que dizia entre o preparo de um prato e outro:
‘Volte para Djavan, Patrícia! Volte para Djavan!’
E o show deve continuar...sempre