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quinta-feira, 19 de março de 2026

 Viva o gesto, o hábito, republicano da Ministra Suprema.

A ministra Cármen Lúcia não usa carro oficial. Meu pai, esteve muito próximo de vários ministros, e não gostava também.
Brincava que inventou o Uber da quadra, do bloco H. Por que isso?Qual é o porque dos múltiplos porquês?Porque oferecia carona, faziam uma rachadinha ( da boa ) com os vizinhos. Combustível e rodízio de carros para os ministérios, tribunais, etc... E quando o carro não rolava usava um motorista de táxi. Está na minha retina agora mesmo: UM FUSCÃO cuja cor não sei definir, pois não era vermelho ou vinho.. Lembrei! Era da cor de uma área da cidade de Barcelona quando o avião lhe contempla lá do alto.
O nome do condutor: Seu Mário. Um senhor mais velho que o meu pai à época. Educado, discreto. Mas escutava no rádio o programa de um Datena dessa vida, mas no rádio: Repórter Mario Eugênio.
Mario Eugênio entrevistava bandido detido na Papuda. Hoje, já deu filhote. Papudinha é o nome.
Eu ia para o colégio, nessas horas 'do sem automóvel' de papai, com o Seu Mário. Conversávamos sobre a tal dessa vida. E o futebol entrava no táxi também. Pedia carona sem cerimônia. Mário, taxista, tinha um filho. Seu nome era Paulo.: Paulo Vítor. Do clube de futebol CEUB , de Brasília. Vinha da faculdade particular. Até Maílson da Nóbrega, ex ministro da fazenda , estudou lá. Acho que foi professor também.
Paulo Vitor prosperou. Veio jogar no Fluminense e chagou à seleção canarinho. Acho que foi reserva de Valdir Perez na Copa de 1982. Era goleiro. Agarrava as bolas. E como era bonito, diziam que agarrava moças também. Gol do Paulo!!
Já o outro Mario, o Eugênio, denunciou um coronel corrupto e levou um tiro na nuca de escopeta. Seu túmulo virou romaria no cemitério de Brasília. Ditaduras e seus tempos.
Saudades do meu pai, do Seu Mário e do Fuscão.
E viva a Ministra Cármen.

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