Atravessado uma possível crise de bipolaridade semanal, a resultante de momento é uma euforia semelhante àquela que alguns apresentadores televisivos conclamam aos compatriotas. Nos últimos dias, ao menos, não é raro observar nas falas e conversas midiáticas uma espécie de rito entusiasmado sobre e sob o desencanto presenciado. Uma melancolia com buraco sem mundo- diria Freud- no horizonte global, no futuro da nação. Curiosamente, é exatamente isso que deve ser deixado de lado, denegado, esquecido. Falando em termos mais palatáveis: fingir que não se vê; que não se viu. Por quê? Porque dói, apurrinha, enche o saco...Mas se não reconhecermos e analisarmos o que se passa e passará, solução profícua , ao menos a médio prazo, garante-se, não haverá.
Faz muito tempo, num outro mundo, que por aqui esteve o irmão da escultura e amante de Auguste Rodin, Camille Claudel, o Sr. Poeta e Diplomata, Paul Claudel. Foi dele a sensível e precisa observação sobre algumas das nossas maneiras de haver: 'É um povo com muitos reflexos, mas muito pouca reflexão'.- teria dito. É disso que se trata na manutenção do sintoma mazombo que já derrubou diversos movimentos que tentaram exprimir e apresentar muitas das nossas articulações arteiras, artísticas, pensantes. Retomemos à semana de 1922 macunaímica e até mesmo antes, por exemplo, na sacação e praticagem política de um Marquês de Pombal ou de um primeiro herói Bonifácio de Andrade e até mesmo Pedro II, onde encontraremos diversos momentos de assassinato explícito das nossas maneiras brasileiras, para além, a bem verdade, coisa outra, diante do classicismo ou da estilística barroca importada. O maneirismo brasileiro- essa via terceira e que não é síntese das duas mencionadas anteriormente- sempre foi sacaneado por nós mesmos. Gente do tamanho de Anísio Teixeira, Villa Lobos, MD.Magno, Hilda Hilst, Machado de Assis, José de Alencar, Tom Jobim, Oswald e Mário de Andrade, Guimarães Rosa, Glauber Rocha, Euclides da Cunha, João Cabral Severina Sempre Viva, os irmãos Campos, Gilberto Freire, Raimundo Faoro, Caetano Veloso, Millôr Fernandes, Monteiro Lobato e outros grandes tantos já indicaram em suas obras o tamanho da doença que já perdura 515 anos.
José Bonifácio de Andrade, exemplificando pela via política, não concordava com um governo centralizado e tantas novas 'federações' ao seu redor, sobretudo por se tratar de um país com dimensões continentais. À época, as caravelas - naves espaciais flutuantes- deslocavam-se ao sabor e dissabor dos ventos. Demorava muito tempo para se reconhecer um amazônico-gaúcho menino, por exemplo. Aliás, um outro tempo.
Vindo de um período nas terras escandinavas, o conselheiro real espantava-se diante de algumas decisões. Logo na Escandinávia onde a prevenção é algo quase paradigmático. Antecipam-se às demandas. Nos nossos lados, ao contrário, corremos atrás do próprio rabo perdido. Todavia, seguindo orientação de algumas mães e sobretudo avós, preocupadíssimas com o futuro dos seus rebentos, sejamos pollyânicos. Ou melhor: sejamos otimistas. Não confundir com os positivistas preconizados numa pequena faixa branca que destaca no verde-amarelo de nossa bandeira e onde se poderá dizer: ' Ordem e Progresso'. Na cabeça de Augusto, não o Rodin, amante de Camille, irmã do profeta, mas de Comte, o que não pudesse ter comprovação empírica ou seja, receber o carimbo de CIÊNCIA enquanto padrões rígidos para práticas duras, teria validade nula, inexistente, sem qualquer importância. Bem ali, na rua do militar Benjamim Constant, outro expoente da religião positivista, bairro da Glória, ainda suspira sua igreja. Tem adeptos. Tímidos é bem verdade; porém, crédulos.Quem sabe o positivista contemporâneo de Hollywood, uma espécie de Malafaia de lá, o galã Tom Cruse, apareça para um culto? Uma Missão quase impossível? Nada porém seria impossível para um jovem ( e como a maioria deles, arrogante), naquele verão de 1984, e que retornava, depois de 7 anos, de exílio familiar em terras estranhas para casa. A cena que se segue dera início à virada em sua vida.
Subimos naquele ônibus leito, pois o carro familiar ( um Opala 6 cilindros e fiel desde sempre) e que nunca falhava, falhou. Noite quente na partida e um tórrido despertar na chegada. Via Dutra percorrida pela enésima vez. Vínhamos novamente de São Paulo, uma nova São Paulo a bem dizer, e com quem um novo alguém iniciava romance. Eventos noturnos, festa de gente grande e outros ruídos passaram a fazer parte dessa nova cidade. A capital financeira do continente deixava tortas e sorvetes para trás e apresentava sua adega aos profissionais do futuro. Mas o calor que chegara repentino e pouco comum à cidade bandeirante, nesses tempos, indicava que era boa hora para se partir. Não harmoniza com o verão aquele lugar. Encaramos então a famigerada Via Dutra- que anos mais tarde foi imortalizada por cantora importante e parenta da via expressa- ao recorrer aquele busão com direito a uma prótese fundamental nesses tempos de raios solares impiedosos: o chamado ar condicionado. Sem conseguir pregar os olhos noite a dentro, testemunha-se a intimidade entre o condutor, o busão, aquelas curvas e retas. Aquele sobe e desce. Algumas curvas até sensuais Um vai e vem. Uau! Cansamos. Um cigarrinho?
Chegando na pátria que abandonara por pressão paterna quando se tinha 10 anos de idade, a primeira antiga impressão foi com o fedor. A estação rodoviária, O Pior do Rio, e não o pretensioso nome, Novo Rio, junto com o seu porto Leopoldina que se avizinha, tem essas características conterrâneas: exalam mau cheiro.
Um dia ainda saberemos o porquê de insistirmos na manutenção de tradições de maus odores harmonizando com o que se come, com o que se bebe. Existe um botequim que ao menos tenta sorrir, em algum horizonte. Percebe-e também que o boteco é bangela porque o ralo do esgoto- quase sempre desnudo- mora ao lado. Reside em frente, melhor situado. Inquilino antigo e bom pagador- segundo muitos- apesar do desperdício fétido que jorra calçada abaixo. Os convivas parecem não se importar ou sofrem de entupimento grave e crônico das fossas, ou melhor, das vias aéreas. E por falar em botequins, tomamos um táxi. Algo que Vinícius de Moraes não aceitaria. Numa manhã pré --ressaca, respondendo ao amigo e parceiro de canções, Toquinho, ao sair do bar habitual, sobre a possibilidade de tomarem um táxi - no seu caso um taxizinho- respondeu-lhe que não o faria porque não misturava Whisky com Táxi. '' Não misturo quando bebo o escocês". Ponto para o poetinha.
Portanto, o sujeito condutor desse automóvel amarelo- com mais pinta para pinga do que whisky importado- mastiga entre dentes um palito. Tem cara de sonado. Não. Tem cara de doido. Pouco antes, estava ele ali, distraído, dentro de seu carro, diante da rodoviária e lhe fizemos uma saudação. Fingiu que não viu. Ou seria cegueta mesmo? Que horror! Um cegueta a nos trazer de volta para casa. Será que ao menos sabe conduzir com o alfabeto braille? Vejo que ele passa as mãos no painel do veículo. Procura por algo. Seria aquela prótese semelhente ao do grandalhão que nos trouxe, aquele ônibus difamado , porém bastante eficiente, e o seu ar que sopra frescuras? Ou seria uma luneta, um telescópio? Socorro! Não. Havia tão somente um inexpressivo rádio da cor de metal que não enferruja e envelhece por fingimentos.
O distinto motorista então acaricia com firmeza o botão da bendita Rádio Cidade e as notícias emergem. Temperatura alta, criminalidade também na moda e música tema de um filme estrangeiro, na caixa do alto falante: 'Arthur', o milionário sedutor, de Christopher Cross. Bela melodia num delicioso e despretensioso filme, apesar da presença protagonista de Liza Minnelli.
Uma espiadela para os lados e o Aterro do Flamengo continuava por lá. Fez 60 anos oficiais, há dois dias. Um pouco mais acima, majestoso e feito de pedra, estava o Corcovado e seus bondinhos de açúcar. A Baía de Guanabara, por sua vez, fica enciumada e reflete reboliços de espelho d'água. Chegamos à nova morada.
Estava tudo ali. Como sempre. As árvores, o asfalto, o poste de luz, o calçamento, cruzamento. E mais ainda: Descobri que não era feito de mar o que ventava maresias no quarteirão adiante, bem pertinho. Era na verdade, um Oceano inteiro. OTIMISTA?
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
terça-feira, 1 de setembro de 2015
Posições ao centro? LIBERALIZAR tesões ou Socializar tesões? 'Kiko' tenho realmente a ver - e ser Visto- com FHC FUTEBOL.CLUBE E LULA LÁ ATLÉTICO CLUBE?
Liberalismo x socialismo. Essa é a questão em jogo. O problema é que tem sempre aqueles fetiches que se penduram só num lado da questão/ lado do tesão. É um gozo manco e que é tratado por muitos como CONVICÇÃO, rigor de postura, caráter. Não é não. É rigidez mesmo . Não tem transa. E o nome disso é racismo, sobretudo, porque se procura destruir algumas diferenças (como se fosse possível isso e ainda mais através de posturas que são opressivas, recalcantes ao extremo). Ora, a história nos apresenta um vasto repertório desse tipo de atitude entre destros e canhotos. Assim como roubalheiras. Roubalheira e sacanagem braba nunca escolheu partido, país ou cultura. Perversidade é prática antiga dessa espécie ( Entendeu? Uma certa Turma que passou décadas vociferando para si as nobres atitudes, teses, e deliberações em defesa dos FRASCOS E COMPRIMIDOS?)
A confusão- proposital - por dentre patrimonialistas e patriarcalistas- soprou de longe, naquelas caravelas. Repito o que o psicanalista e pensador, MD. Magno ,disse recentemente: Uma OLIGARQUIA Plutocrática. Isso é quase tudo o que se tem na praticagem política brasileira.
Os caras têm dificuldade em aceitar, incorporar, que o futuro reserva considerações pontuais, ad hoc, no jogo dos poderes em questão. Liberaliza por um lado, socializa num outro momento e assim a caravela se torna contemporânea da sua nave espacial mais próxima. Atravessamos dois momentos distintos na recente política nacional onde um tucano liberalizou demais e socializou de menos e uma lula agigantou-se com um estado inoperante, assistencialista e que facilita ( com seus 30300 ministérios. Seria aprendizado de um outro José? O Sarney?) o desacerto gravíssimo que se vê. Esses equívocos ( estamos num momento Carluchinho paz e amor) ajudaram a produzir esse estado paralisado, canalha, atrasado. Feito neurose das boas.
O CURIOSO é que ambos começaram muito bem os seus mandatos. Aí, a gente supõe que a saída é acabar com a reeleição. E que foi tão "negociada" ( sabemos que o termo é outro) para que ela existisse e proclamasse a quem de direito poderia conquistá-la. Por vivermos, há dez anos, na República das CPIS, Caberia uma bela CPI, ALI, também). E tem a reeleição ( perpetuação?) do Zé- calado- Dirceu. Mas sabe-se que TEM muita coisa-outra para se discutir e exterminar antes.
Logo, essa transa entre essas duas possibilidades de gestão não é falta de consistência de argumentos, covardia ou tampouco indecisão eterna. Aquela conhecida dubitação da mente obsessiva. A que vive no país em frente, no partido prometido. Na promessa líquida ( Baumam e suas ideias) do salvador de sempre.
E essa oscilação não é mistura das duas posturas ( não confundir com o que propõe a mestiçagem de uma filosofia viva, via o pensante francês, Michel Serres. Aliás, um excelente escritor). Muita gente boa já falou sobre isso.
Portanto, consideração- bem interessada- e bastante ativa, sobre as transas possíveis e sem se deixar tomar por juízos de valores, geralmente, excludentes, porque são muito sintomáticos. Enquanto exemplo: o que muito presenciamos nas nossas conversas políticas em grande rede são posições claramente RA-CIS-TAS. E não se trata somente de preconceito de cor ou tantos outros ( eles também estão incluídos), Já procuramos- na autoanálise de cada um e dos nós que atamos- pelo racismozinho que habitamos? É MINHA porção fascista mesmo. É fundamentalismo. Igualzinho o que se passa no jogo da arquibancada de futebol; na catequese milenar de certos credos; no estado islâmico- barbaramente contemporâneo-; ou na opressão feroz aos palestinos.Assim como no ódio ao estado judeu. Ah! Ainda temos aquele profissional da área de saúde mental ( ISSO EXISTE? ) E que tem a arrogância e pretensão ( Feito esses governos dos quais nos queixamos) em supor que conhece a boa solução para a vida dos outros, dos nada passivos pacientes. Piada psicológica. E que causa estragos políticos. Por que não?
Quem sabe uma atitude política mais compatível com o horror que se apresenta, isto é, esse lugar centro , necessariamente cauteloso, para considerações e posteriores decisões? E esse desastre que sentimos É Global. Seria um não lugar? Uma UTOPIA?
Alguém teria dito- parece que virou gravura do poema desse alguém- que é preciso ser ambicioso, ou seja: deseje o impossível. Na verdade, não é nem preciso, pois NÃO SE FAZ OUTRA COISA, Desde o velho Sigmund Freud e o seu tesão pulsional. A sua Carta Magna.
A questão é conseguir desenvolver poderes específicos para lembrar, ad hoc, a todo momento, sobre ISSO.
Pode -se até mesmo socializar o TESÃO. Liberalizá-lo também se PHODE. Ou nunca Escrevemos de suruba?
OBS: Vejam que mencionamos dois senhores. Não é machismo ou muito menos misoginia. É que acho que nunca houve. Talvez um dia.
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terça-feira, 25 de agosto de 2015
No haver das marionetes.
Se acaso um meteoro por aqui fizer pouso forçado, sem aviso prévio, não quero saber. Não me avisem sobre o pouso, nem sobre o dia ou a hora do desembarque; E se a bagagem é por demais excessiva, prefiro a leveza de mais uma ignorância bem conformada. Prefiro pois a ilusão de que algo restaria e que não fosse só um sonho mal assombrado ou notícia falsa. Carne fraca, goela fina?
Não se reduziria ,tão pouco, a uma pergunta sobre o que se faria se por esse outro acaso só nos restasse esse dia. Um susto? Um derrame? Um gozo? O que por melhor, visto que o pior já está posto de saída, fazer?
Uma vez, um pensante lá das Europas dissera que esse gozo vislumbrado era sempre para além daquele obtido. Aqueles possíveis. E depois, restará um cigarrinho ou uma bebidinha. Quem sabe uma pizza? Um soninho? Sempre aquém desse mais além. E o próprio mais além também é de faz de conta. Afinal, e até mesmo em princípio, não há nada mais além.
Nossa ficção de gente nos empurra para essas aporias. Aquela sinuca de bico. Com a qual se procura por uma tacada mais elegante , para que não se rasgue o pano esverdeado, brilhoso, da mesa. Jogadores são pessoas que levam a sério o combate da brincadeira. Nas mesas, nas roletas, nas cartelas, nos páreos e cavalos.
Uma senhora, para um bom exemplo, berra naquele salão esfumaçado pela nicotina que arrebenta pulmões: 'Bingo'! E a concorrência ao invés de aplaudi-la pela conquista- o mínimo de reconhecimento pela façanha portentosa- dispara um torpedo para o meteoro, comunicando-lhe o endereço do futuro defunto. Sem piedades. Só linchamento. 'Explode primeiro essa mulher que me atrapalha os sonhos'. - teriam murmurado em voz alta. Deve ser por causa daquele ambiente insalubre, fétido, decadente, e ainda por cima ilegal para os padrões de cinismo da pátria educadora, esse ódio todo.
A senhora em questão permaneceu risonha. Teria congelado? Estátua! Brincadeira sem dividendos a receber, em tempos de criança com suas brincadeiras de criança. Hoje, elas se espalham pelos parlamentos e mercados financeiros. Banco Imobiliário?
A disitinta dama tinha os olhos encobertos por grossas lentes de uma lente bifocal que, às vezes, não sabe o que foca. Fica dubitando, oscilando, e não decide. Seria viúva? Estaria flertando com aquele moço que vende promessas vestidas de cartelas e que agora lhe dirige palavras de incentivo? Ou estaria enxergando, de fato, assombrações? Mula sem cabeça? O marido que partiu para uma outra guerra e nem disse ao menos: Há Deus?
Acomodada novamente no seu trono desbotado, finge manipular poderes. O jogo recomeça e ela crê que interfere nele apenas por permanecer por ali e fazer uns tracinhos no papel viciado. Vejam como não somos os únicos a viver de ilusões no haver das marionetes.
Era uma vez um meteoro que nos encheu de esperança. Uma criança.
Não se reduziria ,tão pouco, a uma pergunta sobre o que se faria se por esse outro acaso só nos restasse esse dia. Um susto? Um derrame? Um gozo? O que por melhor, visto que o pior já está posto de saída, fazer?
Uma vez, um pensante lá das Europas dissera que esse gozo vislumbrado era sempre para além daquele obtido. Aqueles possíveis. E depois, restará um cigarrinho ou uma bebidinha. Quem sabe uma pizza? Um soninho? Sempre aquém desse mais além. E o próprio mais além também é de faz de conta. Afinal, e até mesmo em princípio, não há nada mais além.
Nossa ficção de gente nos empurra para essas aporias. Aquela sinuca de bico. Com a qual se procura por uma tacada mais elegante , para que não se rasgue o pano esverdeado, brilhoso, da mesa. Jogadores são pessoas que levam a sério o combate da brincadeira. Nas mesas, nas roletas, nas cartelas, nos páreos e cavalos.
Uma senhora, para um bom exemplo, berra naquele salão esfumaçado pela nicotina que arrebenta pulmões: 'Bingo'! E a concorrência ao invés de aplaudi-la pela conquista- o mínimo de reconhecimento pela façanha portentosa- dispara um torpedo para o meteoro, comunicando-lhe o endereço do futuro defunto. Sem piedades. Só linchamento. 'Explode primeiro essa mulher que me atrapalha os sonhos'. - teriam murmurado em voz alta. Deve ser por causa daquele ambiente insalubre, fétido, decadente, e ainda por cima ilegal para os padrões de cinismo da pátria educadora, esse ódio todo.
A senhora em questão permaneceu risonha. Teria congelado? Estátua! Brincadeira sem dividendos a receber, em tempos de criança com suas brincadeiras de criança. Hoje, elas se espalham pelos parlamentos e mercados financeiros. Banco Imobiliário?
A disitinta dama tinha os olhos encobertos por grossas lentes de uma lente bifocal que, às vezes, não sabe o que foca. Fica dubitando, oscilando, e não decide. Seria viúva? Estaria flertando com aquele moço que vende promessas vestidas de cartelas e que agora lhe dirige palavras de incentivo? Ou estaria enxergando, de fato, assombrações? Mula sem cabeça? O marido que partiu para uma outra guerra e nem disse ao menos: Há Deus?
Acomodada novamente no seu trono desbotado, finge manipular poderes. O jogo recomeça e ela crê que interfere nele apenas por permanecer por ali e fazer uns tracinhos no papel viciado. Vejam como não somos os únicos a viver de ilusões no haver das marionetes.
Era uma vez um meteoro que nos encheu de esperança. Uma criança.
quarta-feira, 8 de julho de 2015
"Meu filho. Vem almoçar".
'Meu filho. Vem almoçar'.
Esse pedido era uma semi-ordenação e fez eco durante muitos anos. À época, tinha como aliada para desviar um pouco a invasão diária- isso mesmo, diária-, uma prezada secretária eletrônica. Mas daquelas antigas; bem robustas, tradicionais. E com aquela fita cassete a gravar as mensagens. E não havia mecanismo de virar a fita automaticamente- 'auto-reverse'- tendo que invadir, portanto, as entranhas da secretária e enfiar a mão, todos os dedos, num assédio impensável e imprudente, mediante as tecnologias vigilantes, de hoje. Portanto, lá nos dias de outrora, o assédio ainda era permitido em certos expedientes.
'Carlos, venha logo'. Mudava de nome, quase uma chamada escolar ( que tanto detestava) , e o convite permanecia. A entonação ganhava contornos de agonia.
A secretária, contudo, era paciente. De fato, profissional. E tinha generosidade também. Permitia que se acoplasse à sua voz burocrática uma gravação outra ou uma trilha sonora ao gosto da chefia. Uma sonoplastia para saudações.
Foram milhares de recados com a mesma mensagem de texto. Não se cansava. Nem quem emitia nem tanto quanto quem acolhia. E quem acolhia era a secretária ideal. Sem adicionais, processos por assédio ou décimo-terceiro salário. Se estivéssemos na Grécia - do ceticismo de um Pirro aos novos Baianos- adicionaríamos um décimo quinto vencimento. Descontrole com as contas públicas aliado com as safadezas de uma coroporação de faz de conta, lá dos países baixos. Luxemburgo ao que parece. E não faz jardim nem tampouco bate bola no gramado do futebol. Golpe baixo? Sim. A comida esfriara.
Atraso, paciente em atraso, escuta em atraso, só depois; tudo em atraso. O último dos e-mails respondidos levou quase 5 dias. Antes de escutar aquela mensagem metálica novamente. Uma eternidade para esse tipo de solicitação. Não é mais de um cartão postal que se trata. Esse tinha a sorte ( ou azar?) de nunca poder chegar, atingir seu alvo. Existiu e ficou invisível, para sempre. Cartão postal é quase da ordem do trágico. Morre antes de completar seu périplo. O anseio ou alívio ( Pronto. Livrei-me disso!) de quem emite e aquela surpresa de quem o receberá. Ou seria: receberia?
"A comida está fria, pois você demorou muito. Onde estavas?"
Era a continuação eterna do diálogo via máquina de gravar as bisbilhotices dos outros. Se essas secretárias falassem, as comissões parlamentares de inquérito, em Atenas ou Brasilis, teriam sessões, até mesmo, em 30 de Fevereiro. Calendário de Gregório seria revisitado por convenção arbitral. Se popular fosse, a comissão receberia o nome de linchamento. Mas esse dia a mais haveria e tão logo se apercebesse, a festa de Momo - e com aquele gordinho aposentado a presidir- sairia em carro aberto de lantejoulas, badulaques e mais uns tamborins, numa quermesse de pecados e luxúrias. Roma revisitada?
Poderia até se conjecturar já que a família vem de tradição católica apostólica de... araque. Sim, era meio de araque. Carnaval - tradição também da religião mencionada- é para valer. Mas de araques e com outros badulaques fazemos o teatro possível.
Pois, comida fria , mas novidade quente.
Aflita por causa dos novos passos do país - potência global no cinismo contemporâneo da Hollywood do patrão- essa tia comunica para o sobrinho/filho- chegado há pouco e já instalado na sala principal da casa para o manjar habitual que comprara um holofote se a energia nos faltar. Eram tempos de racionamento energético por conta da política equivocada e arrogância desmedida. Antes dessa outra escuridão, ela já tinha retirado enorme quantia do banco supondo que mais um calote sofreria. Afinal, tungaram-lhe a grana poupada pela vida adentro , no início do governo desbotado de um ex-presidente que se supunha multi-color, e não permitiria que mais uma vez lhe roubassem as economias. Vinte e cinco anos se passam daquele calote que custou o mandato daquele mentecapto.
O que fez então? Guardou todo um dinheirão num casaco para aquecer frio brabo, no fundo daquele armário vigiado por um cadeado fiel. E ali , o dinheiro se esqueceu dele mesmo. Feito o cartão postal que nunca veio. Mas existiu.
Meses depois, quando o prazo para se corrigir bobagens como a que fez- já que fora alertada que a mesma barbaridade não seria repetida- exibiu afinal as entranhas do seu closet. Saira finalmente do armário. E lá estavam elas. Dobradinhas, virginais e sem lubrificação aparente. Notas e quantas tantas notas de um cruzeiro real- unidade monetária antes do atual Real- que se escondiam do resto do mundo.
Quase sem folego, o sobrinho- nomeado sem concurso para cargo de parentesco afetivo- sentado à beira do estrado da cama mais próxima para não cometer um homicídio doloso e com requintes de crueldade, recuperava o ar que não saía. Explodiria? Pode-se vislumbrar então- permite-se aqui uma anacronia na narrativa, visto que o tempo se faz fictício de fato- as manchetes do dia seguinte, nos periódicos televisivos: ' Rapaz se atrasa para o almoço, leva bronca da titia e a mata sem chances para qualquer defesa ou mensagem a ser gravada, pela enésima vez, na secretária de metal e que não recebera o décimo terceiro salário. Há quem diga que ele estava esfomeado'. Há de se entender.....
Rainhas absolutistas na arte da efabulação, ou seja, competência para distorcer intencionalmente certos fatos, a vítima e alguns telejornais, confirmariam - ainda que mortas ou fora do ar, sem sinal- a versão da manchete estampada no mundo. O pobre diabo do sobrinho/filho merecia, para além ou aquém da comida fria e sem gosto, o destino traçado. Então para quê mesmo um holofote?
Seria para enxergar melhor? Marcas bem expostas em tempos de imagens de alta resolução? O pé de galinha, mau exemplo, virou uma perna inteira por esses dias. Com direito a tíbia, perônio, fêmur. Mas permanece enquanto galinha para se manter a tradição. E para que esses olhos arregalados de tão grandes , vovozinha? Vovozinha é a PQP.... Teria dito se essa pergunta tivesse existido, chegado aos seus ouvidos. Cartão postal fonado?
Mas o que ela teria visto nesses últimos 30, 40 anos ( desde o período de GetúlioVargas, caudilho sacralizado e amigo da família), até um Tiririca cheio de gracejos e imunidades- nem tíbia nem ao menos Sir- de um parlamento nacional? Sim , já que se tíbia, perônio ou fíbula podem retratar certa anatomia óssea da caveira oficial, o que dizer das manobras outras a percorrer tanto tempo e do mesmo quase jeito? Que modo estranho, por sinal estúpido, de tratar os chamados compatriotas! Poderiam até se tornar contemporâneos no instante em que se vive e de um futuro - que demora por demais , vide a constatação desesperada, sangue nas mãos, de um Althusser filósofo-, a ser desenhado e indicado por lente dilegente.
O atraso, entretanto, atrasa qualquer diligência. Como sair dessa? Não somente do armário , mas dessa?
Os mesmos personagens com seus delitos gastos pela caduquice de uma neura pré-medieval e sua ficção mítica do salvacionismo confortável de uma prece ou rito , na espera- longa como uma gota d'água a nos molhar a testa desnuda-nessa vida cuja imanência é denegada, e que retorna para dentro do armário. Armário é transcendente?
E aí vovozinha? Para que serve essa boca tão grande e os seus dentes a ranger bruxismos? Hoje já existe salvação local para isso. Olha a tecnologia ajudando os que não desejam sorrir banguela. Bota-se um troço feito dentadura no céu da boca- só que mais cortês no design e no trato- e o movimento de ranger os dentes das bruxas é recalcado durante o sono. Se vier o rangir, lá do céu da boca, o inferno será menor.
Deve ter sido por isso e para isso, o chamado holofote. Iluminar pontos cegos. E eles se chamam- sussurram no escuro do dia mais claro- enquanto: verdade, certeza, igualdade, justiça, milagre.....A lista é longa. O armário está sempre repleto. Estamos até felizes!! Ou estaríamos?
Esse pedido era uma semi-ordenação e fez eco durante muitos anos. À época, tinha como aliada para desviar um pouco a invasão diária- isso mesmo, diária-, uma prezada secretária eletrônica. Mas daquelas antigas; bem robustas, tradicionais. E com aquela fita cassete a gravar as mensagens. E não havia mecanismo de virar a fita automaticamente- 'auto-reverse'- tendo que invadir, portanto, as entranhas da secretária e enfiar a mão, todos os dedos, num assédio impensável e imprudente, mediante as tecnologias vigilantes, de hoje. Portanto, lá nos dias de outrora, o assédio ainda era permitido em certos expedientes.
'Carlos, venha logo'. Mudava de nome, quase uma chamada escolar ( que tanto detestava) , e o convite permanecia. A entonação ganhava contornos de agonia.
A secretária, contudo, era paciente. De fato, profissional. E tinha generosidade também. Permitia que se acoplasse à sua voz burocrática uma gravação outra ou uma trilha sonora ao gosto da chefia. Uma sonoplastia para saudações.
Foram milhares de recados com a mesma mensagem de texto. Não se cansava. Nem quem emitia nem tanto quanto quem acolhia. E quem acolhia era a secretária ideal. Sem adicionais, processos por assédio ou décimo-terceiro salário. Se estivéssemos na Grécia - do ceticismo de um Pirro aos novos Baianos- adicionaríamos um décimo quinto vencimento. Descontrole com as contas públicas aliado com as safadezas de uma coroporação de faz de conta, lá dos países baixos. Luxemburgo ao que parece. E não faz jardim nem tampouco bate bola no gramado do futebol. Golpe baixo? Sim. A comida esfriara.
Atraso, paciente em atraso, escuta em atraso, só depois; tudo em atraso. O último dos e-mails respondidos levou quase 5 dias. Antes de escutar aquela mensagem metálica novamente. Uma eternidade para esse tipo de solicitação. Não é mais de um cartão postal que se trata. Esse tinha a sorte ( ou azar?) de nunca poder chegar, atingir seu alvo. Existiu e ficou invisível, para sempre. Cartão postal é quase da ordem do trágico. Morre antes de completar seu périplo. O anseio ou alívio ( Pronto. Livrei-me disso!) de quem emite e aquela surpresa de quem o receberá. Ou seria: receberia?
"A comida está fria, pois você demorou muito. Onde estavas?"
Era a continuação eterna do diálogo via máquina de gravar as bisbilhotices dos outros. Se essas secretárias falassem, as comissões parlamentares de inquérito, em Atenas ou Brasilis, teriam sessões, até mesmo, em 30 de Fevereiro. Calendário de Gregório seria revisitado por convenção arbitral. Se popular fosse, a comissão receberia o nome de linchamento. Mas esse dia a mais haveria e tão logo se apercebesse, a festa de Momo - e com aquele gordinho aposentado a presidir- sairia em carro aberto de lantejoulas, badulaques e mais uns tamborins, numa quermesse de pecados e luxúrias. Roma revisitada?
Poderia até se conjecturar já que a família vem de tradição católica apostólica de... araque. Sim, era meio de araque. Carnaval - tradição também da religião mencionada- é para valer. Mas de araques e com outros badulaques fazemos o teatro possível.
Pois, comida fria , mas novidade quente.
Aflita por causa dos novos passos do país - potência global no cinismo contemporâneo da Hollywood do patrão- essa tia comunica para o sobrinho/filho- chegado há pouco e já instalado na sala principal da casa para o manjar habitual que comprara um holofote se a energia nos faltar. Eram tempos de racionamento energético por conta da política equivocada e arrogância desmedida. Antes dessa outra escuridão, ela já tinha retirado enorme quantia do banco supondo que mais um calote sofreria. Afinal, tungaram-lhe a grana poupada pela vida adentro , no início do governo desbotado de um ex-presidente que se supunha multi-color, e não permitiria que mais uma vez lhe roubassem as economias. Vinte e cinco anos se passam daquele calote que custou o mandato daquele mentecapto.
O que fez então? Guardou todo um dinheirão num casaco para aquecer frio brabo, no fundo daquele armário vigiado por um cadeado fiel. E ali , o dinheiro se esqueceu dele mesmo. Feito o cartão postal que nunca veio. Mas existiu.
Meses depois, quando o prazo para se corrigir bobagens como a que fez- já que fora alertada que a mesma barbaridade não seria repetida- exibiu afinal as entranhas do seu closet. Saira finalmente do armário. E lá estavam elas. Dobradinhas, virginais e sem lubrificação aparente. Notas e quantas tantas notas de um cruzeiro real- unidade monetária antes do atual Real- que se escondiam do resto do mundo.
Quase sem folego, o sobrinho- nomeado sem concurso para cargo de parentesco afetivo- sentado à beira do estrado da cama mais próxima para não cometer um homicídio doloso e com requintes de crueldade, recuperava o ar que não saía. Explodiria? Pode-se vislumbrar então- permite-se aqui uma anacronia na narrativa, visto que o tempo se faz fictício de fato- as manchetes do dia seguinte, nos periódicos televisivos: ' Rapaz se atrasa para o almoço, leva bronca da titia e a mata sem chances para qualquer defesa ou mensagem a ser gravada, pela enésima vez, na secretária de metal e que não recebera o décimo terceiro salário. Há quem diga que ele estava esfomeado'. Há de se entender.....
Rainhas absolutistas na arte da efabulação, ou seja, competência para distorcer intencionalmente certos fatos, a vítima e alguns telejornais, confirmariam - ainda que mortas ou fora do ar, sem sinal- a versão da manchete estampada no mundo. O pobre diabo do sobrinho/filho merecia, para além ou aquém da comida fria e sem gosto, o destino traçado. Então para quê mesmo um holofote?
Seria para enxergar melhor? Marcas bem expostas em tempos de imagens de alta resolução? O pé de galinha, mau exemplo, virou uma perna inteira por esses dias. Com direito a tíbia, perônio, fêmur. Mas permanece enquanto galinha para se manter a tradição. E para que esses olhos arregalados de tão grandes , vovozinha? Vovozinha é a PQP.... Teria dito se essa pergunta tivesse existido, chegado aos seus ouvidos. Cartão postal fonado?
Mas o que ela teria visto nesses últimos 30, 40 anos ( desde o período de GetúlioVargas, caudilho sacralizado e amigo da família), até um Tiririca cheio de gracejos e imunidades- nem tíbia nem ao menos Sir- de um parlamento nacional? Sim , já que se tíbia, perônio ou fíbula podem retratar certa anatomia óssea da caveira oficial, o que dizer das manobras outras a percorrer tanto tempo e do mesmo quase jeito? Que modo estranho, por sinal estúpido, de tratar os chamados compatriotas! Poderiam até se tornar contemporâneos no instante em que se vive e de um futuro - que demora por demais , vide a constatação desesperada, sangue nas mãos, de um Althusser filósofo-, a ser desenhado e indicado por lente dilegente.
O atraso, entretanto, atrasa qualquer diligência. Como sair dessa? Não somente do armário , mas dessa?
Os mesmos personagens com seus delitos gastos pela caduquice de uma neura pré-medieval e sua ficção mítica do salvacionismo confortável de uma prece ou rito , na espera- longa como uma gota d'água a nos molhar a testa desnuda-nessa vida cuja imanência é denegada, e que retorna para dentro do armário. Armário é transcendente?
E aí vovozinha? Para que serve essa boca tão grande e os seus dentes a ranger bruxismos? Hoje já existe salvação local para isso. Olha a tecnologia ajudando os que não desejam sorrir banguela. Bota-se um troço feito dentadura no céu da boca- só que mais cortês no design e no trato- e o movimento de ranger os dentes das bruxas é recalcado durante o sono. Se vier o rangir, lá do céu da boca, o inferno será menor.
Deve ter sido por isso e para isso, o chamado holofote. Iluminar pontos cegos. E eles se chamam- sussurram no escuro do dia mais claro- enquanto: verdade, certeza, igualdade, justiça, milagre.....A lista é longa. O armário está sempre repleto. Estamos até felizes!! Ou estaríamos?
quinta-feira, 18 de junho de 2015
PENÚLTIMAS-DAS CORDILHEIRAS.
PENÚLTIMAS. DAS Cordilheiras.
Zito- craque de bola que dava bronca até no menino Rei, Pelé- foi homenageado através de uma foto-homenagem. Antes do jogo. Uma bela homenagem a quem sempre deu o sangue pelas instituições que defendeu. Infelizmente, o que ele sempre apresentou e fez não adentrou o gramado.
A câmera muda de posição e enquadra o outro menino da Vila, Neymar. Ele parece comovido. Deve ter sido isso, pois parecia jogar uma partida sozinho contra todos os outros 21.... E ninguém a lhe dar um esculacho. Tem capitão naquele time? Na imagem-homenagem, tinha. E dos grandes. No banco de reservas do mesmo time em que 'SUA ALTEZA' , NEY-MAR, atua também. Irmão do Zangado, primo do Atchim, nada parecido com o Dengoso.Atchim jogou? Contaminou ao menos, 'La Pelota'?
Driblando através de prosopopeias, o tempo passa e o aparelho marca. Mas por que chamar de prosopopeia só porque supomos que essas formações não falantes de signos linguísticos, não falam? Não lhes parece demasiado vício idealista-racionalista desse nosso ocidente? Baseado em... Deixa o baseado para depois. Mas é preciso lembrar que esse figura de linguagem que tenta atribuir competências a seres inanimados- distribuir a bola-,isto é, o tal volante prosopopeia, tem argumentos a proferir. Mas capitão não há. E o mutismo é geral.
Ao menos, tornei-me um torce-dor menos iludido; um bocadinho menos histérico. E mentiroso também. Por que essa declaração de sutileza não faz jus ao cansaço da mesmice. Mas o diminutivo se encaixa. É compatível com o espetáculo produzido. No diminutivo só não se encaixa o que se fatura. Muito trabalho e paciência pela frente.
E eis que o Soneca despertou. Pode ser perigoso. E/ Ou não
Zito- craque de bola que dava bronca até no menino Rei, Pelé- foi homenageado através de uma foto-homenagem. Antes do jogo. Uma bela homenagem a quem sempre deu o sangue pelas instituições que defendeu. Infelizmente, o que ele sempre apresentou e fez não adentrou o gramado.
A câmera muda de posição e enquadra o outro menino da Vila, Neymar. Ele parece comovido. Deve ter sido isso, pois parecia jogar uma partida sozinho contra todos os outros 21.... E ninguém a lhe dar um esculacho. Tem capitão naquele time? Na imagem-homenagem, tinha. E dos grandes. No banco de reservas do mesmo time em que 'SUA ALTEZA' , NEY-MAR, atua também. Irmão do Zangado, primo do Atchim, nada parecido com o Dengoso.Atchim jogou? Contaminou ao menos, 'La Pelota'?
Driblando através de prosopopeias, o tempo passa e o aparelho marca. Mas por que chamar de prosopopeia só porque supomos que essas formações não falantes de signos linguísticos, não falam? Não lhes parece demasiado vício idealista-racionalista desse nosso ocidente? Baseado em... Deixa o baseado para depois. Mas é preciso lembrar que esse figura de linguagem que tenta atribuir competências a seres inanimados- distribuir a bola-,isto é, o tal volante prosopopeia, tem argumentos a proferir. Mas capitão não há. E o mutismo é geral.
Ao menos, tornei-me um torce-dor menos iludido; um bocadinho menos histérico. E mentiroso também. Por que essa declaração de sutileza não faz jus ao cansaço da mesmice. Mas o diminutivo se encaixa. É compatível com o espetáculo produzido. No diminutivo só não se encaixa o que se fatura. Muito trabalho e paciência pela frente.
E eis que o Soneca despertou. Pode ser perigoso. E/ Ou não
quarta-feira, 10 de junho de 2015
UM PEQUENO LUCRO DO SEU PREJUÍZO. SERÁ QUE TOPAM?
UM PEQUENO LUCRO DO SEU PREJUÍZO. SERÁ QUE TOPAM?
Brasileiro gosta de uma fila. Permanece ali por algumas horas se necessário for ou não. Indaga-se à gerente- tão maquiada naquela manhã preguiçosa que mais parecia chegar da balada- a quantas andam a nossa falência e o lucro indestrutível daquele banco: o maior banco privado e populista do país. E a primeira letra do seu nome é a letra B...de banqueiro ( para não se esquecer quem comanda o jogo); mas também B de....Babacas ( ...os clientes que acreditam, que se submetem sempre, porque o jogo é assim). Segundo a senhorita, por lá há 20 anos, nunca se concedeu tanto empréstimo quanto nesse período atual. E empréstimos com valores baixos e, por certo, juros bem altos. Novos milhões de clientes endividados, por um longo período. Dinheiro de plástico na moda, menos papel moeda em agência, nos cofres. Farra com a especulação das aplicações dos Outros. Aqueles, nós mesmos, cuja inicial do nome ou adjeto já fora mencionado. Se bem que escrevi com Outro maiúsculo. Talvez uma homenagem àquela cadeia de significantes sem fim. O inconsciente é de fato capitalista.
Prestimosa, após uma série de punhaladas, a senhorita-festa providenciou uma senha enquanto eu assinava uns papéis. Despedi-me com um semi-palavrão e diante do número, da tal senha, confabulei: ' Dois mil e dois. Curioso que uma tela, nessa sala repleta de brasileiros e filas, indica o número 5004 e a outra , mais modesta ou em atraso, 147. Onde fica o 2002?"
Poderia dizer que foi o número da sorte, pois é correspondente ao ano em que conheci Dona Mônica. Será? Dia dos Motéis lotados a chegar, quero dizer 12 de Junho, e ...Não havia esse número! Eu tinha um número- em casa de banqueiro codinome coisa ruim- sem existência local. Conspirei: ' Vou tentar lhes propor alguma porcentagem de lucro sobre o total do seu prejuízo. Se assim conseguir, corro para o Nobel da boa malandragem'! Ou seria alguma taxa com juros levitando embutida no atraso em ser atendido para me livrar daquele teatro vagabundo? Prejuízo de grana-tempo. Desperdício de 45 minutos. E sem Gol.
Se existe alguma profissão em que aquele anjo-gato, o boa gente do Lúcifer, está engajado, creiam-me; começa com a letra B.
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Brasileiro gosta de uma fila. Permanece ali por algumas horas se necessário for ou não. Indaga-se à gerente- tão maquiada naquela manhã preguiçosa que mais parecia chegar da balada- a quantas andam a nossa falência e o lucro indestrutível daquele banco: o maior banco privado e populista do país. E a primeira letra do seu nome é a letra B...de banqueiro ( para não se esquecer quem comanda o jogo); mas também B de....Babacas ( ...os clientes que acreditam, que se submetem sempre, porque o jogo é assim). Segundo a senhorita, por lá há 20 anos, nunca se concedeu tanto empréstimo quanto nesse período atual. E empréstimos com valores baixos e, por certo, juros bem altos. Novos milhões de clientes endividados, por um longo período. Dinheiro de plástico na moda, menos papel moeda em agência, nos cofres. Farra com a especulação das aplicações dos Outros. Aqueles, nós mesmos, cuja inicial do nome ou adjeto já fora mencionado. Se bem que escrevi com Outro maiúsculo. Talvez uma homenagem àquela cadeia de significantes sem fim. O inconsciente é de fato capitalista.
Prestimosa, após uma série de punhaladas, a senhorita-festa providenciou uma senha enquanto eu assinava uns papéis. Despedi-me com um semi-palavrão e diante do número, da tal senha, confabulei: ' Dois mil e dois. Curioso que uma tela, nessa sala repleta de brasileiros e filas, indica o número 5004 e a outra , mais modesta ou em atraso, 147. Onde fica o 2002?"
Poderia dizer que foi o número da sorte, pois é correspondente ao ano em que conheci Dona Mônica. Será? Dia dos Motéis lotados a chegar, quero dizer 12 de Junho, e ...Não havia esse número! Eu tinha um número- em casa de banqueiro codinome coisa ruim- sem existência local. Conspirei: ' Vou tentar lhes propor alguma porcentagem de lucro sobre o total do seu prejuízo. Se assim conseguir, corro para o Nobel da boa malandragem'! Ou seria alguma taxa com juros levitando embutida no atraso em ser atendido para me livrar daquele teatro vagabundo? Prejuízo de grana-tempo. Desperdício de 45 minutos. E sem Gol.
Se existe alguma profissão em que aquele anjo-gato, o boa gente do Lúcifer, está engajado, creiam-me; começa com a letra B.
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quarta-feira, 27 de maio de 2015
Invisíveis
Então Polo , aquele Marco, responde a Ítalo: '" O INFERNO dos vivos não é algo que será; é aquele que já está aqui, o inferno dos qual vivemos todos os dias -ATENÇÃO- FORMAMOS ESTANDO JUNTOS.
Existem duas maneiras de não sofrer ; a primeira é fácil para a maioria das pessoas: Aceitar o inferno e tornar-se parte deste até o ponto de deixar percebê-lo A segunda exige atenção ( Ele não falou em RITALINA NECESSARIAMENTE), logo, bem mais arriscada- E aprendizagem contínuas" Fecha... Aspa.
E por aí A Cidade Invisível de Ítalo Calvino se ergueu. A NOSSA CIDADE/ EU NÃO CONSEGUE TER AO MENOS A ELEGÂNCIA DA INVISIBILIDADE EM Tempos de Bráulios de SELF - De QUEM É O PAU-SELF QUE NOS PENTELHA?NEOLOGISMO?
Nessa aprendizagem contínua, poderia se ler, fazer análise. Um pouco de culhão aos sem culhões. Reação, ambição, é o nome. O resto é neblina. Cegueira no Horizonte. E ALI, HAVIA UM ARPO-A-DOR. ADIANTE, UM LE-BLON.
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Existem duas maneiras de não sofrer ; a primeira é fácil para a maioria das pessoas: Aceitar o inferno e tornar-se parte deste até o ponto de deixar percebê-lo A segunda exige atenção ( Ele não falou em RITALINA NECESSARIAMENTE), logo, bem mais arriscada- E aprendizagem contínuas" Fecha... Aspa.
E por aí A Cidade Invisível de Ítalo Calvino se ergueu. A NOSSA CIDADE/ EU NÃO CONSEGUE TER AO MENOS A ELEGÂNCIA DA INVISIBILIDADE EM Tempos de Bráulios de SELF - De QUEM É O PAU-SELF QUE NOS PENTELHA?NEOLOGISMO?
Nessa aprendizagem contínua, poderia se ler, fazer análise. Um pouco de culhão aos sem culhões. Reação, ambição, é o nome. O resto é neblina. Cegueira no Horizonte. E ALI, HAVIA UM ARPO-A-DOR. ADIANTE, UM LE-BLON.
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