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quinta-feira, 24 de maio de 2018

Sucupira Somos nós


Era uma vez Sucupira. Economia ainda muito fechada, Odoricos, ( e há quem defenda que se feche ainda mais) e não se flexibiliza a política de preços, Zeca Diabo! Não se abre concorrência, ao menos, para o refino do combustível fóssil, Ó Cajazeiras irmãs! Até o abominável Ribamar, quando supunha ser a Grande Sucupira uma extensão pretensa do seu Maranhão, tentou criar ( Marimbondos ou Marimbundas?) uma linha ferroviária, imaginada com o nome de Norte Sul! O que diria um Herdeiro de JK e que recebeu abonados dividendos de montadoras AUTOMOTIVAS para que sacralizadoS fossem o veículo gravítico e único, chamado desde Henry Ford, AUTOMÓVEL E SEUS DERIVADOS. Como é fácil criar uma celeuma nacional. Vai um saco de batatas hiper faturado? 
A nova Dilma, um pouco mais elegante e cínica, volta a intervir na política de preços do Monopólio que faz brotar ouro negro.
Ó, Sucupira!! Aqui me tens de refém! Até quando?

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terça-feira, 15 de maio de 2018

Quando a Síria se reapresenta.Tão próxima. Novamente.


Um Cidadão, parente do bebê vitimado por uma bala sem rumo ( bala sem rumo?), diz que nunca pensou muito na violência do Rio e que outros tantos também não o fazem. Violência que o atinja de frente. Para bom entendedor. Não se preocupava muito com isso, etc e tal. Que essa desgraça não acontece com a gente, etc e mais etc e outros tais. Vejam a denegação. A gente faz o tempo todo isso. Viu, mas recusa. Recalca-se. Manter fora de qualquer lucidez ou ciência. Consciência. E o 'porquê' desse malfadado mecanismo mental? Porque dói. Porque corrói.
O fato de não querer que ocorra, não garante isenção, salvação. Eu quero a gravidade suspensa, hoje! Não consigo, já que não temos esses poderes. Ainda.
Lembram daquele ditado, no tempo das mamãezinhas? As homenageadas do idílico mês de Maio: 'O pior cegueta é o que não quer ver'. Pois...
E esses Outros tantos - ou quantos- quem são? Inclua-me fora dessa lista. Há muito tempo. Desperta- a- dor?
Bom dia! Ó, Sonâmbulo! Acorde. Já está muito tarde. Até para um outro vocativo. Embora- gosto das adversativas- perdoe-me por esse jeito.
Lugar seguro? É duro.Duríssimo. Mas é isso.Contudo, e sobretudo, minha solidariedade a você e toda a fortuna possível - sorte mesmo- a essa criança.
Fiquei pasmado ao vê-la naquela maca de ambulância, em frente da instituição parente, próxima da minha gente.
Estamos juntos. Na mesmíssima guerra.

sábado, 5 de maio de 2018

Digressão sobre vinho, comida e abusos.

Digressão sobre vinho, comida e abusos.
Não costumo postar alguma coisa que critique certo empreendimento, sobretudo, nesses momentos de falência geral. Mas o quê justifica um restaurante que se pretende contemporâneo e só com produtos nacionais cobra por vinhos nativos uma fábula? O mais barato custa na faixa de cem pratas. A maior parte ultrapassava essa cifra e chegava a 150, 230, 300😮. ???? . Então você acha: Não devem vender muito. Adega pequena e para alguns afortunados, exibidos ou estrangeiro sem noção. A adega, ao contrário, é bem grande. Sem noção, visto que em qualquer país europeu produtor de vinho, você pagar 80 ou 100 euros num exemplar , quem o estiver servindo abrirá um sorriso contido, mas largo. A não ser que a carta , ou melhor, os proprietários estejam de sacanagem. Existem vinhos excelentes por 20 euros e já provei Bordeaux metido à besta - e na própria região- por 80 euros e estava uma bela caca..💩. Um vinho de guarda frouxo.
Num restaurante sério, e sabendo da variação climática severa que por lá ocorre, você tem direito à prova. Principalmente, quando escolhe um vinho mais caro. Eles são sérios! Vinho nesses lugares não é sinal de 'status' ou iguaria para deslumbrados. É costume, hábito milenar.
Eis então que surge- dificuldade de harmonizar o sub-latino, o sub-brasileiro ou o subsub-estadunidense e passam a dar notas aos vinhos..Esse vem da terra do Trump. Robert 'Caneta'. Começaram a produzir bons vinhos na Califórnia -graças a uma tecnologia de ponta e admirável- e por conseguinte se acham os donos dos vinhedos e paladares do mundo. O critério sobre as notas dadas por Robert 'Caneta' muitas vezes se parece com aquelas mesmas avaliações que surgem uma vez ao ano nas apurações de escolas de samba. Mas podem se aquetar: já temos no mercado os novos ricos subsubchineses. Já compraram algumas propriedades na França. E os franceses já estão tendo que readquirir algumas dessas. Prejuízo. Óbvio. Apesar de milenar, o chino é iniciante nessa área. Definitivamente, não é o mesmo que comer insetos. Além do que, ora ora, esse troço de vinho é coisa da burguesia! Não? Por aqui. Pois na França 'Revolucionária' ( aquela mentira) , trabalhadores foram mortos por não colocar nas suas modestas vendas se o vinho vendido era branco ou tinto. Não explicitava sobre o produto - na porta do estabelecimento e pronto! 'Seu Contra- Revolucionário a serviço do mal'. Já para Guilhotina.
O primeiro vinho que provei na vida- adolescente com os debutantes 15 anos- foi numa festa junina. Não era aquele quentão suspeito, mas uma pequenina taça de um Cabernet Franc que o organizador, um religioso do colégio Marista / DF, nos ofereceu. Foram os Maristas que primeiro cultivaram essa uva nobre - que acrescentada ao Sauvignon Blac - nos dá a filha adorada, o Cabernet Sauvignon . A uva não vingou no Sul por causa do clima e da sua fragilidade para certo solo. A produção era pequena e não compensava os custos. Por quê? Porque aqui o hábito é pequeno. Depois disso, fui um pouco treinado por um tio paulistano que tinha ótimos hábitos gastronômicos, operísticos e musicais.
As importações por causa da desvalorização da nossa moeda aguerrida apesar dos Lulas, FHCs, Dilmas e TEMERs jogam os custos lá para o alto, ao lado da chuva de meteoros.
Fora os impostos que cada estado cobra por essas exportações e que aqui no Rio são ainda mais estrelares. Concorrência cervejeira no clima tropical.
AH! O restaurante em questão não é novato. Já tem seis aninhos. O dono ou chefe ( quanta saudade dos tempos - olha o malfazejo saudosismo - em que existiam os cozinheiros de forno e fogão sem afetação) é homônimo da Rua Conde de Irajá, em Botafogo. Ótimas entradas e só. Além do vinho - caro e tão somente pretensioso - , um picadinho de carne e certos badulaques não valem 76 pratas.
Em tempos de garimpos delirantes televisivos, não havia nenhuma pérola ou ouro a ser revelado por ali. A casa, antiga e muito bem decorada, é linda

Saudades....

Joaquim Ferreira dos Santos, jornalista, escritor, no mesmo jornal global relembra, saudosista,um comércio, suas lojas, nossos hábitos na cidade e que morreram. O texto é muito bonito.
Lacan repetia que não sofria de saudosismo. É fato. Saudosista não produz novidades, novas cores, novos hábitos, reviravoltas, furacões. 
Agora, Joaquim: A Amazon tem alma... E como tem. Ela não tem culpa pelo fato de a 'Impecável Maré Mansa'- uma loja quase 'milenar' - dizem até que veio com o Estácio, de Sá- ter acabado. E outras tantas. 
Hoje, sofro menos de saudosismo. Apenas o suficiente para manter aquela 'saudade que se gosta de manter. ' Só assim sinto você bem perto de mim, outra vez'. Sentencia o Rei Roberto Carlos. 👑

Cena Carioca

Cena carioca sem noção.
No táxi, o motorista, um negrão barrigudo, voz de barítono, toalha no ombro- não sei o porquê ( ar condicionado quebrado? Já era noite) , vira-se para minha digníssima mulher e diz; 'Já souberam do arrastão no Méier?😮Conhecem o Méier? 🤔
Geralmente, o pessoal acha que a turma da zona sul só conhece a estátua do Tom Jobim ali, logo ali, a lhes receber, no início do Arpoador.😘
Resposta afirmativa, ele nos pede para escutar o áudio que relatava o ocorrido nesse tradicional bairro carioca.👨‍✈️👨‍✈️
Só escutei. Quando deixamos o carro, ela me disse: 'Para escutar o tal áudio, tive que apertar um botão que acionava um vídeo. Era uma bunda de mulher. Peladona '🤦‍♀️
O que isso tinha a ver ( haver?) com o tal arrastão?🤔 Ou será que o Méier mudou tanto? Alô, Alô, rapaziada...😜

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Rio que funciona.

Rio que Funciona.
Não é um boneco de papel nem tampouco empulhação. O dedo esquecido na porta do carro rende essa...digamos assim, instalação.
Não adiantou o gelo nem ao menos a medicação. Teve que arrancar a unha e dá- lhe injeção. AO médico, Maranhense, de um hospital público Cujo nome remete a um herói, Miguel Couto, resta a gratidão. Dr. Vinícius. Um jovem cirurgião. E também o agradecimento, sem nenhum esquecimento, à técnica do setor de pediatria, Ana Cristina, cuja competência agilizou a marcação.
Há pouco mais de 15 dias , uma bicicleta elétrica com um bêbado a lhe guiar na contramão, acertou o careca de supetão. Por sorte, somente arranhão.
Definitiva-Mente, para sobreviver à certas carioquices há de se ter culhão.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

E pois.

Falaria sobre fatos engraçados. Até uma hora atrás, falaríamos sobre fatos divertidos. Especificamente sobre aquela aventura em terras baianas onde estive há quase trinta anos. Curioso. Nunca mais voltamos. Ao menos eu e certos personagens.
Você passa o dedo pelo teclado e as palavras que saem deles não agradam. O diabo de uma censura que resiste e não se apercebe que ela deveria vir de outrem. Sim. Escreve-se algo e a turma que perderá seu tempo, gastará sua vista, já cansada, um pouco mais. 'Escreva nem que seja ao menos uma frase'- avisam os mestres dessa arte. Que tal uma interjeição? Shi!!! Que tal uma palavra? Mer-da! Sentimento quase que cotidiano na nossa guerra civil urbana.
Justamente esse fato é que me irrita, entristece e outras porcarias por sentir. É uma falência cultural, postural, política. Quanto mais se adianta, emerge uma nova tecnologia jamais experimentada, os bichinhos, que também somos, assumem os poderes. Tornam-se hegemônicos. Estamos à beira de um colapso social. E o cinismo contemporâneo regozija-se em ter visto e fingir que não viu. Esse movimento de afastamento da consciência do que está posto , mas rejeitado radicalmente, em psicanálise tem o nome de recalque. Nós recalcamos desde sempre o que nos singulariza enquanto espécie. O desamparo radical, o abismo sem pára-quedas, aterroriza. Óbvio. Mas essa experiência de quase fim pode ser libertadora. É o nosso bem querer. O nosso desejo nuclear.  Ao menos, segundo aqueles sábios que se arriscam mais. Arriscar-se. Sim.
Escrever é se arriscar. E o que não seria? Viver é um risco supremo. Já dizia o Guimarães Rosa que é muito perigoso.
Noutro dia, eu fui caminhar num Domingo com sol entre nuvens. Isso significa que o sol é assediado por essas formações que, ao nosso ver, choram vez ou outra de tristeza - ou seria alegria?- pela presença dessa estrela soberana. Tentam portanto evitar a presença de outras formações. Tampar-lhe a visão. Eventualmente, conseguem. Em certos hemisférios estacionam por tempo longevo. Agora, por exemplo, no inverno europeu ou estadunidense, o astro rei tem aparecido por menos tempo. Porém, quando retorna, as pessoas se infantilizam um pouco mais e brincam como se não fosse haver um dia outro. Pulam, gritam, bebem, namoram, respiram. Presenciei uma única vez esse evento e fiquei despeitado a cerca daquela euforia. Eles se divertiam diante do drible, do chega pra lá, que o esquentadinho dera naquelas pretensas nuvens. Reinava sozinho. Um aristocrata sem mediações. Soberania é isso.
E nos estados de exceção é que surge, disponibiliza-se, para essa nossa espécie a possibilidade de emergência de um soberano. Não foi somente um controverso Carl Schmitt  que declarou que nos estados de exceção. o soberano se revela. Por esses lados banhados de Atlântico houve gente que indicou o mesmo sentido. Contudo, santinho de casa não faz milagre. Seria de um milagre que precisamos? Reverter um semi-impossível?
O Rio de Janeiro se despede do seu mais recente baile carnavalesco- na Ilha Fiscal- com seus reis barrigudos, figuras até simpáticas, um imperador derrubado por um milico traidor, covarde e dispensado pela amante e uma bipolaridade sem mediação. O NOME DISSO; SURTO.
Sobre o último baile da tal ilha, trataremos em breve. São muitos personagens dessa Velhaca Nova República.