A quem pode interessar a alienação subserviente que se constata?
Quando se é bem jovenzinho o reino das ilusões é hegemônico.Com o passar do tempo é como se essa ilusão permanecesse por inércia,mas a lucidez ,dolorida quase sempre ,que a desilusão nos traz ,ao menos para quem acompanha o teatro da vida, torna-se ela sim hegemônica.
Você supostamente atravessou diversos processos,experimentou-os ,logo não cai tão facilmente noutras armadilhas.Digo outras ,pois não serão mais as mesmas por mais semelhantes ,análogas ou coisa próxima do que tenham um dia sido.Na minha ignorância acadêmica ,recordo Heráclito ,famoso pré-socrático mobilista ,e o seu mergulho que não era nunca o mesmo.'Um mesmo homem jamais se banha duas vezes no mesmo rio"- teria dito enquanto nadava.
A propagada experiência - e aqui revelo preferência pela idéia das experimentações ,sem ser positivista ou algo semelhante,mas o termo maturidade me irrita pelo simples fato de que o fruto quando maduro cai de podre- nos conduz a um distanciamento mais sereno,menos pré-conceituoso diante dos acontecimentos.Você já mapeou algumas-poucas na verdade- encruzilhadas e sacou que a fronteira não está mais lá.Não só se deslocou ,mas parece ter desaparecido de vez.É como se certas fundações não tivessem sido tão fundamentais assim.Um grande teatro repleto de possibilidades.É o que há.É o que certa caminhada nos apresenta.
Décadas atrás, e aí o tempo já nos dá essa autoridade de argumento´,ao menos enquanto trajetória percorrida,o futuro demorava mesmo muito tempo. Uma profecia do filósofo marxista Althusser.
'Now' , ele deixou de ser uma elocubração mítica e se aproxima.Afinal, caminha-se para frente.
Em outra certa ocasião, o hiper-democrata Michel Foucault, declarara o seu horror pela carteira de identidade.Considerava esse troço ,com a fotografia sempre errada ,algo muito invasivo.
Fico a vislumbrar esse tão importante pensador francês, se vivo estivesse , a conviver com celulares apitando em todos os bolsos, de quaisquer nacionalidade.A telefonia da loucura,sua clínica.
Resgatando Foucault ,lembrei-me portanto que esgueirar-se é preciso.Tornar-se eficazmente invisível,apesar das tentações que qualquer furor exibicionista possa nos suscitar.E somos espontaneamente exibidos,desde quando éramos,há poucos minutos-horas ,jovenzinhos.E também espontaneamente vinculados a um conceito Deus,confundido com algumas carteiras de identidade e suas fotografias erradas.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
domingo, 19 de setembro de 2010
Digressões narcísicas ou papo de Psicótico?
Será que a gente consegue se livrar de um certo narcisismo baixo?
Observo alguns comentários exemplares sobre preferências eleitoreiras e ele se mostra.Ele quem? O tal narcisismo.O cara não somente aposta ,mas faz defesas apaixonadas de si - é claro- projetadas lá no candidato escolhido.O outro não presta.
Faz algum tempo que não escrevo nada aqui nesse espaço. Ando narcisicamente -não há escapatória disso- dizendo abobrinhas numa ferramenta chamada facebook.É uma gracinha internética onde postamos escritos, imagens ,gemidos ,através de uma limitação de caracteres.O troço é bem curtinho.Quatrocentos e poucos caracteres no maximo.E tem coisa mais curtinha ainda.
Entretanto, ele também é ótimo pois falar algo através de um número reduzido de letras ou palavras ou sons ou imagens é uma beleza.
Fui educado num sistema religioso - católico- em que longos sermões eram valorizadíssimos. Além do mais, as obras literárias também eram muito extensas.Imaginem hoje um jovem atravessando a obra de Proust?Aqueles sete volumes em que ,vez ou outra, o grande Marcel leva páginas a fio descrevendo o laço de fita da roupa de uma personagem?Se você não se atentar para o fato de que naquele laço de fita há a condensação de todos os personagens e por conseguinte toda a história ,adeus ao livro.
Será que dois gênios conseguem ser amigos?Conseguem pelo menos conversar?Não concordar genialmente?
Não preciso convencer ninguém de que ele está enganado.O que posso saber sobre o engano alheio?Para além ou aquém de uma visão minha que é pojada de sintoma?Quando avalio,avalio de que lugar?
Isso é fundamental pois os nossos preconceitos já tomaram o poder faz tempo.
Um dia imaginei uma conversa ,seria melhor escrevê-la,fingi-la ao menos, entre criaturas,ditas humanas, que desconfiam.Não recorrem a nenhum argumento de autoridade ,como por exemplo,enfiar o Proust na conversa.Tão somente,escutavam e argumentavam.Ninguém teria razão e todos teriam.
O problema é que queremos sempre ganhar as discussões.E é normal esse querer.
Queremos o poder. Poder é bom.Impotência é triste...até mesmo nas partes baixas.Se bem que as novas tecnologias trazem diversas possibilidades.Sobretudo para os que acreditam demais nas próprias piroquinhas.
Odiamos a crítica também, porque toda crítica é destrutiva.Ela implica em descontinuidade,mesmo quando nos considera uma maravilha.E aí se localiza também o cinismo sobre ética. É parecido o movimento.
Se alguém não tem uma conduta que a nossa turma concorde ou aplauda ,não é ético.Mas se esse alguém é ou esteve próximo da gente ,pode ter sido tão somente um erro político.
Lidar com a tal crítica é semelhante. Se foi elogiosa , vira propaganda para o espetáculo.Se foi contundente no seu não apreço pelo mesmo espetáculo, quem a fez geralmente não presta.
Certa vez, uma famosa atriz brasileira ao receber um troféu,por causa da sua atuação numa telenovela,dedicou corajosamente o troféu a uma colega que, disputara o mesmo prêmio com ela. Ela dedicou; ela não lhe deu o prêmio.
Meu mestre traduziu aquele volume enorme e maravilhoso ,escrito por Freud no início do século passado, chamado "O Mal Estar na Cultura" , para 'A vida é uma Merda'. E freudianamente sabemos que ouro e merda são o mesmo. A variação se dá em termos de odor.
Argumento de autoridade posto sobre o papel monitor: encerro esse troço que escrevo sem concluir quase nada. O que é ótimo,pois implica na continuidade dessa falação que não cessa.Ainda que, através de parcos caracteres.Quantos foram mesmo?
Observo alguns comentários exemplares sobre preferências eleitoreiras e ele se mostra.Ele quem? O tal narcisismo.O cara não somente aposta ,mas faz defesas apaixonadas de si - é claro- projetadas lá no candidato escolhido.O outro não presta.
Faz algum tempo que não escrevo nada aqui nesse espaço. Ando narcisicamente -não há escapatória disso- dizendo abobrinhas numa ferramenta chamada facebook.É uma gracinha internética onde postamos escritos, imagens ,gemidos ,através de uma limitação de caracteres.O troço é bem curtinho.Quatrocentos e poucos caracteres no maximo.E tem coisa mais curtinha ainda.
Entretanto, ele também é ótimo pois falar algo através de um número reduzido de letras ou palavras ou sons ou imagens é uma beleza.
Fui educado num sistema religioso - católico- em que longos sermões eram valorizadíssimos. Além do mais, as obras literárias também eram muito extensas.Imaginem hoje um jovem atravessando a obra de Proust?Aqueles sete volumes em que ,vez ou outra, o grande Marcel leva páginas a fio descrevendo o laço de fita da roupa de uma personagem?Se você não se atentar para o fato de que naquele laço de fita há a condensação de todos os personagens e por conseguinte toda a história ,adeus ao livro.
Será que dois gênios conseguem ser amigos?Conseguem pelo menos conversar?Não concordar genialmente?
Não preciso convencer ninguém de que ele está enganado.O que posso saber sobre o engano alheio?Para além ou aquém de uma visão minha que é pojada de sintoma?Quando avalio,avalio de que lugar?
Isso é fundamental pois os nossos preconceitos já tomaram o poder faz tempo.
Um dia imaginei uma conversa ,seria melhor escrevê-la,fingi-la ao menos, entre criaturas,ditas humanas, que desconfiam.Não recorrem a nenhum argumento de autoridade ,como por exemplo,enfiar o Proust na conversa.Tão somente,escutavam e argumentavam.Ninguém teria razão e todos teriam.
O problema é que queremos sempre ganhar as discussões.E é normal esse querer.
Queremos o poder. Poder é bom.Impotência é triste...até mesmo nas partes baixas.Se bem que as novas tecnologias trazem diversas possibilidades.Sobretudo para os que acreditam demais nas próprias piroquinhas.
Odiamos a crítica também, porque toda crítica é destrutiva.Ela implica em descontinuidade,mesmo quando nos considera uma maravilha.E aí se localiza também o cinismo sobre ética. É parecido o movimento.
Se alguém não tem uma conduta que a nossa turma concorde ou aplauda ,não é ético.Mas se esse alguém é ou esteve próximo da gente ,pode ter sido tão somente um erro político.
Lidar com a tal crítica é semelhante. Se foi elogiosa , vira propaganda para o espetáculo.Se foi contundente no seu não apreço pelo mesmo espetáculo, quem a fez geralmente não presta.
Certa vez, uma famosa atriz brasileira ao receber um troféu,por causa da sua atuação numa telenovela,dedicou corajosamente o troféu a uma colega que, disputara o mesmo prêmio com ela. Ela dedicou; ela não lhe deu o prêmio.
Meu mestre traduziu aquele volume enorme e maravilhoso ,escrito por Freud no início do século passado, chamado "O Mal Estar na Cultura" , para 'A vida é uma Merda'. E freudianamente sabemos que ouro e merda são o mesmo. A variação se dá em termos de odor.
Argumento de autoridade posto sobre o papel monitor: encerro esse troço que escrevo sem concluir quase nada. O que é ótimo,pois implica na continuidade dessa falação que não cessa.Ainda que, através de parcos caracteres.Quantos foram mesmo?
domingo, 29 de agosto de 2010
Bisbilhoteiros De alma.
Será possível olhar para o que quer que seja sem afetações ou conceitos a priori? Nossa cultura ocidental foi toda ela moldada por essa postura. Se não houvesse um a priori ,numa perspectiva Kantiana por exemplo, não conheceríamos coisa alguma.Justamente porque temos algumas formações ,disponibilidades mentais é que se acreditava que poderíamos estabelecer algum conhecimento a priori. Conhecimento que é realizado por um sujeito em relação a um objeto qualquer.Objeto este exterior ao sujeito conhecedor.Sabemos então desde Freud que não há nada para nossa espécie que se dê a priori.Muito pelo contrário: o que temos é só depois ou como alerta o Psicanalista MD.Magno, um Tarde demais e que torna todo o processo curativo bastante precário.O entendimento só depois e que caracteriza o nosso conhecimento sobre o que quer que compareça ,o que quer que haja, é resultante da refrega das múltiplas e incomensuráveis formações que estão por aí no mundo.Obviamente, existem disponibilidades cerebrais para se realizar a tal operação de conhecer,mas não há nenhum homúnculo localizado na caixa craniana (tem gente que pensa que a mente está lá) a brincar de adivinhação, a retirar fotografias amareladas de saudades de um carcomido baú.
Estamos desde sempre atolados em sensações ,em gostos e tesões que nos marcam.Temperamento é um exemplo.Preferências estéticas, fantasias também.Difícil explicitar as suas razões.Elas existem,mas permanecem silenciosas no seu âmago.Jacques Lacan,Egrégio Psicanalista Francês que fará cento e dez anos de nascimento no ano que vem, chegou a destacar uma fórmula, outra tentativa por parte dele em abstrair ao máximo o processo analítico,enquanto possibilidade de cura se a sua travessia pudesse ser alcançada.E essa fórmula se diz como fórmula da fantasia.E toda fantasia é sexual no sentido de uma quebra ,de uma secção que impede que uma completude,uma simetrização absoluta se realize,pois é impossível,apesar da busca incessante ,indelével, que uma transcendência haja e aja,para algo além desse mundo.Os religiosos e outras crendices apostam que é possível.Estão enfiados com essas produções delirantes há milênios. E dificilmente serão derrotados. A nossa covardia é hegemônica.
Certa vez ,na cumplicidade com a escuridão da sala de cinema,num palco vazio, filme contundente sem final feliz,a cena forte atingiu em cheio a amiga de vida toda e que me acompanhava naquela noite de festa.E por que noite de festa se não havia nenhuma específica? Mas é claro que havia!Era uma tentativa ousadíssima de contemplar uma articulação cinematográfica, um filme ,nirvanamente. De repente, ela se levantou e foi ao banheiro.Não se sentia bem e aquela violência nossa retratada na tela, por atores muito competentes, estava sendo demasiada.Teríamos sido muito arrogantes na nossa imensa pretensão?Esperei um pouco e preocupado fui atrás daquele susto,daquele chilique. Parado diante da proibição em prosseguir,já que era proibido para meninos a entrada naquele recinto,indaguei-lhe: "Tudo bem aí?Calma que se trata somente de um filme!"
A resposta foi romântica , centralizada no próprio eixo ,apesar de cambaleante naquele momento visceral:"Vai tomar no cu!!!!"
Conseguiríamos nos distanciar eventualmente das nossas preferências,dos nossos tesões e comichões quando algum gatilho mal localizado dispara?É muito difícil,mas não impossível. Talvez a lembrança do contrário daquilo tudo que está em curso traga certo alívio e bastante lucidez.
Qual seria mesmo o roteiro do filme que faço,que traço e perpasso sobre o que chamo,ilusoriamente , de mim mesmo?
Se recolher tudo o que escrevi nesses anos todos de tentativas vãs ,qual seria a forma desse imenso e tolo retalho ?
Tenho angústia constante pelo fato pueril de que " o não sei" passou a me acompanhar cotidianamente.E " o não sei" assim como o " só depois Freudiano" são provas de que há conhecimento.Resta-me então prosseguir insistindo na espionagem (Definição de Gilberto Freire para bisbilhoteiros da alma dos homens) sobre aquilo do que se trata.E trata-se do quê mesmo?Ao menos, supoem-se que sim.
Estamos desde sempre atolados em sensações ,em gostos e tesões que nos marcam.Temperamento é um exemplo.Preferências estéticas, fantasias também.Difícil explicitar as suas razões.Elas existem,mas permanecem silenciosas no seu âmago.Jacques Lacan,Egrégio Psicanalista Francês que fará cento e dez anos de nascimento no ano que vem, chegou a destacar uma fórmula, outra tentativa por parte dele em abstrair ao máximo o processo analítico,enquanto possibilidade de cura se a sua travessia pudesse ser alcançada.E essa fórmula se diz como fórmula da fantasia.E toda fantasia é sexual no sentido de uma quebra ,de uma secção que impede que uma completude,uma simetrização absoluta se realize,pois é impossível,apesar da busca incessante ,indelével, que uma transcendência haja e aja,para algo além desse mundo.Os religiosos e outras crendices apostam que é possível.Estão enfiados com essas produções delirantes há milênios. E dificilmente serão derrotados. A nossa covardia é hegemônica.
Certa vez ,na cumplicidade com a escuridão da sala de cinema,num palco vazio, filme contundente sem final feliz,a cena forte atingiu em cheio a amiga de vida toda e que me acompanhava naquela noite de festa.E por que noite de festa se não havia nenhuma específica? Mas é claro que havia!Era uma tentativa ousadíssima de contemplar uma articulação cinematográfica, um filme ,nirvanamente. De repente, ela se levantou e foi ao banheiro.Não se sentia bem e aquela violência nossa retratada na tela, por atores muito competentes, estava sendo demasiada.Teríamos sido muito arrogantes na nossa imensa pretensão?Esperei um pouco e preocupado fui atrás daquele susto,daquele chilique. Parado diante da proibição em prosseguir,já que era proibido para meninos a entrada naquele recinto,indaguei-lhe: "Tudo bem aí?Calma que se trata somente de um filme!"
A resposta foi romântica , centralizada no próprio eixo ,apesar de cambaleante naquele momento visceral:"Vai tomar no cu!!!!"
Conseguiríamos nos distanciar eventualmente das nossas preferências,dos nossos tesões e comichões quando algum gatilho mal localizado dispara?É muito difícil,mas não impossível. Talvez a lembrança do contrário daquilo tudo que está em curso traga certo alívio e bastante lucidez.
Qual seria mesmo o roteiro do filme que faço,que traço e perpasso sobre o que chamo,ilusoriamente , de mim mesmo?
Se recolher tudo o que escrevi nesses anos todos de tentativas vãs ,qual seria a forma desse imenso e tolo retalho ?
Tenho angústia constante pelo fato pueril de que " o não sei" passou a me acompanhar cotidianamente.E " o não sei" assim como o " só depois Freudiano" são provas de que há conhecimento.Resta-me então prosseguir insistindo na espionagem (Definição de Gilberto Freire para bisbilhoteiros da alma dos homens) sobre aquilo do que se trata.E trata-se do quê mesmo?Ao menos, supoem-se que sim.
domingo, 8 de agosto de 2010
Meu pai e o Paranoá.
Meu pai é um homem de quase 82 anos. Há cerca de cinco anos os sintomas demenciais eclodiram sem piedade e aquilo que eu já desconfiava fora confirmado.
Há muito que tenho sérias críticas à praticantes - claro que existem aqueles que são brilhantes e outros tantos piores- da medicina por uma certa insistência em querer não cuidar.O cuidado implica em atenção e suspeita.Creio que a cultura médica no Ocidente falha por esquecer que a Medicina é preventiva.Japonês e Chinês não fazem outra coisa.
Alguns ficam enfeitiçados pelo avanço da Farmacologia e acham que excesso de medicamento é que soluciona o problema.Já vi gente próxima a mim morrer disso.
Noutro dia,assistindo a uma entrevista de um médico na televisão, fiquei espantado.Eles são melhores do que alguns psicanalistas que ao se dirigirem às câmeras parecem débeis mentais.O discurso Psi-televisivo não difere muito do moralismo-reacionário e ignorante de alguns pregadores.Contudo, voltando ao nosso entrevistado, falava-se sobre os males da Hepatite A e da Hepatite B. A primeira mais branda,porém de contágio mais fácil e frequente. A segunda, B, transmitida somente através de serigas contaminadas ou relação sexual ,é muito mais violenta e pode matar. Cirrose e até câncer no fígado podem ser algumas das resultantes malévolas que esse vírus causa.Fora a Hepatite C que é muito mais grave.
Muito bem.Dito isso e apresentado o valor do medicamento que se utiliza no tratamento da Hepatite B( custa 840,00 Reais uma caixa do remédio para um mês de uso e o tratamento é para sempre ...por enquanto),encerrou-se o assunto.
O que me deixa perplexo é que eu,há 11 anos atrás, vacinei-me ,para vida toda, contra as duas moléstias,A e b!
São três doses ministradas em 3 etapas: toma-se a primeira e um mês depois a segunda.Três meses depois, senão me engano, você toma a última dose do resto da sua vida sem hepatite A ou B.Qualquer posto de saúde privado possui e creio que não é cara.
Por que ninguém fala sobre a existência dessa vacina e não se faz uma campanha para que ela seja disponibilizada de uma maneira mais abrangente,ou seja, vacinação em massa!?
Os cubanos,acho que a vacina que tomei vinha de lá,mas a nossa Fiocruz deve produzi-la também, são vacinados.
O nosso horror contra vacinas é oriundo daquela infância feliz....Aquilo doía,enchia o saco(Estou falando da vacina...).Injeção,eis o vilão.O que há de marmanjo que treme quando vê uma seringa....
Sou a favor da vacina e contra a doença. Da mesma forma que prefiro a camisinha à Aids ou à Hepatite B ou C ou Y.Mesmo reconhecendo que camisinha é uma merda!Ao menos para quem tem aquele troço pendurado no meio das pernas não depiladas.As campanhas a favor do uso de preservativos são estúpidas por que negam isso.O troço é ruim ,mas é melhor do que outros troços.Quer pagar a conta?Mas não se pode deixar de dizer que é uma merda. Até porque o fabricante da porcaria vai continuar, para sempre, - Feito hepatite- a não melhorar o seu produto.Está faturando mesmo....
Portanto,para o desespero de muitos ,há vacina e ela é bastante segura e eficaz contra as Hepatites A e B.O seu fígado- e também o seu bolso- agradecem.
O meu querido pai quis permanecer eternamente jovem.Esqueceu que a juventude nossa também passa pela mente.Abusou muito de algumas "vacinas" proibidas e cuidou-se pouco.As vacinas fazem parte daquele quase ritual,cafona, que diz que homens de uma certa posição social tem que ter amantes.Elas custam muito caro...
Além do mais , acreditou que permaneceria indelevelmente no seu trabalho público.Desprovido de um estofo mental maior para poder driblar o fato inexorável de que não há férias possíveis para qualquer um de nós,apenas um descanso,recusou-se em arranjar outras diversões.Estudar,por exemplo,pode ser divertido.Iniciar outras coisas ou então coçar lindamente o saco descamisado ,ciente de que é só uma grande brincadeira,tal qual a vida.Coçar nirvanamente,tal como indica MD.Magno em um texto sublime intitulado " Sorvete Com Nirvana".
Imitou o meu avô,seu pai.E o pior que eu via e fui antevendo o que viria.Não foi por falta de aviso ou sugestão,ou melhor, aquilo do qual resmunguei no início desse texto, cuidado.
É preciso ter cuidado desde sempre,a toda hora. E mesmo assim estamos em risco. A vida é amante imanente das aleatoriedades.Sua ordem é o caos.
Agora ,ele tem nos seus fiéis amigos a garantia do seu maior divertimento.São companheiros e sabem,por travessias diversas ,que habitam o mesmo barco.E o barco navega em águas calmas de um Paranoá Central.Escolhido e adorado.
Há muito que tenho sérias críticas à praticantes - claro que existem aqueles que são brilhantes e outros tantos piores- da medicina por uma certa insistência em querer não cuidar.O cuidado implica em atenção e suspeita.Creio que a cultura médica no Ocidente falha por esquecer que a Medicina é preventiva.Japonês e Chinês não fazem outra coisa.
Alguns ficam enfeitiçados pelo avanço da Farmacologia e acham que excesso de medicamento é que soluciona o problema.Já vi gente próxima a mim morrer disso.
Noutro dia,assistindo a uma entrevista de um médico na televisão, fiquei espantado.Eles são melhores do que alguns psicanalistas que ao se dirigirem às câmeras parecem débeis mentais.O discurso Psi-televisivo não difere muito do moralismo-reacionário e ignorante de alguns pregadores.Contudo, voltando ao nosso entrevistado, falava-se sobre os males da Hepatite A e da Hepatite B. A primeira mais branda,porém de contágio mais fácil e frequente. A segunda, B, transmitida somente através de serigas contaminadas ou relação sexual ,é muito mais violenta e pode matar. Cirrose e até câncer no fígado podem ser algumas das resultantes malévolas que esse vírus causa.Fora a Hepatite C que é muito mais grave.
Muito bem.Dito isso e apresentado o valor do medicamento que se utiliza no tratamento da Hepatite B( custa 840,00 Reais uma caixa do remédio para um mês de uso e o tratamento é para sempre ...por enquanto),encerrou-se o assunto.
O que me deixa perplexo é que eu,há 11 anos atrás, vacinei-me ,para vida toda, contra as duas moléstias,A e b!
São três doses ministradas em 3 etapas: toma-se a primeira e um mês depois a segunda.Três meses depois, senão me engano, você toma a última dose do resto da sua vida sem hepatite A ou B.Qualquer posto de saúde privado possui e creio que não é cara.
Por que ninguém fala sobre a existência dessa vacina e não se faz uma campanha para que ela seja disponibilizada de uma maneira mais abrangente,ou seja, vacinação em massa!?
Os cubanos,acho que a vacina que tomei vinha de lá,mas a nossa Fiocruz deve produzi-la também, são vacinados.
O nosso horror contra vacinas é oriundo daquela infância feliz....Aquilo doía,enchia o saco(Estou falando da vacina...).Injeção,eis o vilão.O que há de marmanjo que treme quando vê uma seringa....
Sou a favor da vacina e contra a doença. Da mesma forma que prefiro a camisinha à Aids ou à Hepatite B ou C ou Y.Mesmo reconhecendo que camisinha é uma merda!Ao menos para quem tem aquele troço pendurado no meio das pernas não depiladas.As campanhas a favor do uso de preservativos são estúpidas por que negam isso.O troço é ruim ,mas é melhor do que outros troços.Quer pagar a conta?Mas não se pode deixar de dizer que é uma merda. Até porque o fabricante da porcaria vai continuar, para sempre, - Feito hepatite- a não melhorar o seu produto.Está faturando mesmo....
Portanto,para o desespero de muitos ,há vacina e ela é bastante segura e eficaz contra as Hepatites A e B.O seu fígado- e também o seu bolso- agradecem.
O meu querido pai quis permanecer eternamente jovem.Esqueceu que a juventude nossa também passa pela mente.Abusou muito de algumas "vacinas" proibidas e cuidou-se pouco.As vacinas fazem parte daquele quase ritual,cafona, que diz que homens de uma certa posição social tem que ter amantes.Elas custam muito caro...
Além do mais , acreditou que permaneceria indelevelmente no seu trabalho público.Desprovido de um estofo mental maior para poder driblar o fato inexorável de que não há férias possíveis para qualquer um de nós,apenas um descanso,recusou-se em arranjar outras diversões.Estudar,por exemplo,pode ser divertido.Iniciar outras coisas ou então coçar lindamente o saco descamisado ,ciente de que é só uma grande brincadeira,tal qual a vida.Coçar nirvanamente,tal como indica MD.Magno em um texto sublime intitulado " Sorvete Com Nirvana".
Imitou o meu avô,seu pai.E o pior que eu via e fui antevendo o que viria.Não foi por falta de aviso ou sugestão,ou melhor, aquilo do qual resmunguei no início desse texto, cuidado.
É preciso ter cuidado desde sempre,a toda hora. E mesmo assim estamos em risco. A vida é amante imanente das aleatoriedades.Sua ordem é o caos.
Agora ,ele tem nos seus fiéis amigos a garantia do seu maior divertimento.São companheiros e sabem,por travessias diversas ,que habitam o mesmo barco.E o barco navega em águas calmas de um Paranoá Central.Escolhido e adorado.
domingo, 1 de agosto de 2010
A fé dos predadores
Depois de alguma insistência,mensagens gravadas, telefonema cortado propositadamente, a predadora encontrou o alvo;
- O senhor cancelou a sua assinatura do nosso jornal,por quê?
-Porque sim.Porque eu quis.
-Isso não é resposta,senhor?
-Ah,não é?Então qual seria uma boa resposta no seu entendimento?
-Falando sério,senhor!Temos uma oferta excelente! E o senhor enquanto uma pessoa bem informada não pode ficar sem ler o nosso jornal.
-Não sou tão informado assim,e sempre li jornal.Vai ver que é isso.
-Vamos fazer um acordo ...
-Acordo nenhum!
-Deixe-me falar pelo menos.Para começar um esclarecimento sério,sem rodeios.O senhor cancelou a sua assinatura conosco,depois desses anos todos, por quê ?
-Sem rodeios?
-Por favor.
-Não posso mais ler.Perdi a visão num acidente,recentemente.Estou cego.
Silêncio,quebrado por um grito de louvor;
- Ai ,meu Deus!Que horror!Mas "pera í" 'senhô' que as coisas "vai melhorá"( os erros citados devem ter sido cometidos pelo calor da emoção ou alguma TPM..).Segura na mão de Deus e pense com firmeza que tudo vai passar.Ele com certeza vai iluminar o seu caminho!!Ai ,Senhor!Ilumina essa alma que está presa na escuridão!O senhor me desculpe ,mas eu vejo milagres acontecerem toda semana ,lá na nossa igreja. O senhor tem fé ,não tem?
- Primeiro me responda essa pergunta,e sem rodeios.Afinal, esse é o único acordo entre a gente.Qual é o jornal que ele assina?
-Ele quem ,senhor?
-O moço dos milagres.Ora quem mais?
Silêncio para sempre.
- O senhor cancelou a sua assinatura do nosso jornal,por quê?
-Porque sim.Porque eu quis.
-Isso não é resposta,senhor?
-Ah,não é?Então qual seria uma boa resposta no seu entendimento?
-Falando sério,senhor!Temos uma oferta excelente! E o senhor enquanto uma pessoa bem informada não pode ficar sem ler o nosso jornal.
-Não sou tão informado assim,e sempre li jornal.Vai ver que é isso.
-Vamos fazer um acordo ...
-Acordo nenhum!
-Deixe-me falar pelo menos.Para começar um esclarecimento sério,sem rodeios.O senhor cancelou a sua assinatura conosco,depois desses anos todos, por quê ?
-Sem rodeios?
-Por favor.
-Não posso mais ler.Perdi a visão num acidente,recentemente.Estou cego.
Silêncio,quebrado por um grito de louvor;
- Ai ,meu Deus!Que horror!Mas "pera í" 'senhô' que as coisas "vai melhorá"( os erros citados devem ter sido cometidos pelo calor da emoção ou alguma TPM..).Segura na mão de Deus e pense com firmeza que tudo vai passar.Ele com certeza vai iluminar o seu caminho!!Ai ,Senhor!Ilumina essa alma que está presa na escuridão!O senhor me desculpe ,mas eu vejo milagres acontecerem toda semana ,lá na nossa igreja. O senhor tem fé ,não tem?
- Primeiro me responda essa pergunta,e sem rodeios.Afinal, esse é o único acordo entre a gente.Qual é o jornal que ele assina?
-Ele quem ,senhor?
-O moço dos milagres.Ora quem mais?
Silêncio para sempre.
Cegueira de mãe.
- Alô.
-Gostaria de falar com a Sheila.
-Aqui não tem ninguém com esse nome.
-..mas não é da casa da Sheila?Tem certeza?
-Sim,tenho.
- Como pode não haver nenhuma Sheila aí?Deram-me esse número..
-Senhora.Posso lhe garantir que aqui,não há Sheila alguma.
- Tem certeza?
-Sim.Moro nesse endereço há quase duas décadas,o número do telefone é o mesmo desde então,e por aqui nunca,jamais ,Sheila qualquer passou.
- Mas ela não é uma Sheila qualquer...Tem atributos singulares.
-Ótimo para quem puder usufruir dos atributos 'Sheilinianos'.
-AH,AH,AH! O senhor é bem espirituoso!
-Senhora .Eu vou desligar.Tenho o quê fazer.
- Eu também!Pensas que sou desocupada só porque já tenho idade?Pois está enganado.Além do mais ,preciso encontrar Sheila.
-Boa sorte na sua busca. Que tal uma lista telefônica para lhe ajudar?
-Não vai dar certo não senhô.O nome pode ser outro.já que ela vive mudando.
-Como assim?
-Ah...é muito complicado.Se bem que eu acho que é tudo intriga das velhas aqui da vizinhança.Sabe como é cidade pequena,não é?
-É deve ser..
- O senhor é casado?
-Não é da sua conta senhora.Vou desligar.Boa sorte mais uma vez.
-Se eu precisar ,posso telefonar de novo?
-Não.
-O senhô é duro,não?
O telefone fora desligado.
Alguns dias depois, a secretária eletrônica registra a seguinte mensagem:" OI Sheila!! Que bom falar contigo ,meu filho.Sua voz está diferente,mas tudo bem.Falar com você é tão bom!Quase que desisti por causa de um amalucado,gente ruim, que disse que aí não tinha ninguém com esse nome!Imagina se mamãe perderia o seu número!Quando puder liga pra mãezinha,viu filho?!Você é que é um ator de verdade.Ninguém entende que você representa com mais frequência do que os outros que se acham atores.Você leva mais a sério a sua missão de ator.Minhas amigas (se é que se pode chamar aquilo de amizade) morrem de inveja.Não entendem quando eu explico pra elas o que você faz.Não tem cultura,sensibilidade....E a sua namorada que eu ainda não conheço? Vai bem?Beijo com muito amor e saudades,filho!"
-Gostaria de falar com a Sheila.
-Aqui não tem ninguém com esse nome.
-..mas não é da casa da Sheila?Tem certeza?
-Sim,tenho.
- Como pode não haver nenhuma Sheila aí?Deram-me esse número..
-Senhora.Posso lhe garantir que aqui,não há Sheila alguma.
- Tem certeza?
-Sim.Moro nesse endereço há quase duas décadas,o número do telefone é o mesmo desde então,e por aqui nunca,jamais ,Sheila qualquer passou.
- Mas ela não é uma Sheila qualquer...Tem atributos singulares.
-Ótimo para quem puder usufruir dos atributos 'Sheilinianos'.
-AH,AH,AH! O senhor é bem espirituoso!
-Senhora .Eu vou desligar.Tenho o quê fazer.
- Eu também!Pensas que sou desocupada só porque já tenho idade?Pois está enganado.Além do mais ,preciso encontrar Sheila.
-Boa sorte na sua busca. Que tal uma lista telefônica para lhe ajudar?
-Não vai dar certo não senhô.O nome pode ser outro.já que ela vive mudando.
-Como assim?
-Ah...é muito complicado.Se bem que eu acho que é tudo intriga das velhas aqui da vizinhança.Sabe como é cidade pequena,não é?
-É deve ser..
- O senhor é casado?
-Não é da sua conta senhora.Vou desligar.Boa sorte mais uma vez.
-Se eu precisar ,posso telefonar de novo?
-Não.
-O senhô é duro,não?
O telefone fora desligado.
Alguns dias depois, a secretária eletrônica registra a seguinte mensagem:" OI Sheila!! Que bom falar contigo ,meu filho.Sua voz está diferente,mas tudo bem.Falar com você é tão bom!Quase que desisti por causa de um amalucado,gente ruim, que disse que aí não tinha ninguém com esse nome!Imagina se mamãe perderia o seu número!Quando puder liga pra mãezinha,viu filho?!Você é que é um ator de verdade.Ninguém entende que você representa com mais frequência do que os outros que se acham atores.Você leva mais a sério a sua missão de ator.Minhas amigas (se é que se pode chamar aquilo de amizade) morrem de inveja.Não entendem quando eu explico pra elas o que você faz.Não tem cultura,sensibilidade....E a sua namorada que eu ainda não conheço? Vai bem?Beijo com muito amor e saudades,filho!"
terça-feira, 6 de julho de 2010
O que se ergue na Copa do Mundo
Certa vez, faz mais ou menos 20 anos, Afonso Romano ,nosso escritor, escrevera sobre a queda do Muro de Berlim. Ele começara seu texto perguntando a si sobre o que se erguia,nele, com a queda do tal muro.
Eu gostei tanto daquele início, 20 anos se passaram!, que resolvi me perguntar sobre o que se ergue em mim com a derrota recente da pátria de chuteiras?
Primeiramente, a estupidez que se repete.Mesmo que aprecie o tal do esporte bretão , sabe-se da farsa. O futebol, e já digo isso faz tempo, pereceu.Hoje, assim como outros assuntos, o tal "atleta" de ponta está mais para vedete, Top´Model", etc. Apenas enquanto exemplaridade,se alguém tiver saco para folhear a revista Carta Capital da semana de 28/06 a 2/07/2010, vai entender um pouco mais do horror que compoem os bastidores dos "grandes eventos", e o porquê de um certo desânimo que também emerge.
Repetem-se gerações e as tolices se eternizam. Já torci contra;já torci para não se classificar , a tal seleção canarinho, afim de presenciar algo realmente novo,mas quando começa a fase decisiva , e que chamamos carinhosamente de mata-mata, não resisto. As minhas sobredeterminações,as minhas historinhas, os meus tesões sintomatizados desde sempre,minhas muitas frustrações,algumas conquistas, erguem-se também.
Pertenço a uma geração que não entrou em nenhuma guerra para valer.Venho de uma família da média-alta burguesia brasileira, Zona Sul do Rio de Janeiro,beira de praia com um banquinho à beira mar ,contemplando aquela que passa ,coisa mais linda....
Minha geração ,na verdade,foi uma bela merda.
Ainda bem que presenciei ,pelo menos no palco das chuteiras,um Rivelino,Um Zico, Um Maradona, Um Clodoaldo,Um Jairzinho,...Seria pior se tivesse somente presenciado Felipões e Gilbertos Dungas DA Siva ou trogloditas Felipes MELOS.
Nelson escrevera sobre a pátria de chuteiras.Ele tinha razão e é assustador. Se bem que em se tratando da nossa "pátria amada idolatrada" não dá para não suspeitar minimamente dessa ataque histérico.
O que se ergue pra valer?Que movimento é esse que finge engajamento,que finge união , que finge a inclusão de todos?
Nada mais do que um carnaval prolongado,um carnaval de quatro em quatro ,fora de época, um carnaval de inverno com todos os apedrejamentos e sacralizações que a doença religiosa consagrou e que parece não ter fim.Ao menos abaixo da linha do Equador.
Eu gostei tanto daquele início, 20 anos se passaram!, que resolvi me perguntar sobre o que se ergue em mim com a derrota recente da pátria de chuteiras?
Primeiramente, a estupidez que se repete.Mesmo que aprecie o tal do esporte bretão , sabe-se da farsa. O futebol, e já digo isso faz tempo, pereceu.Hoje, assim como outros assuntos, o tal "atleta" de ponta está mais para vedete, Top´Model", etc. Apenas enquanto exemplaridade,se alguém tiver saco para folhear a revista Carta Capital da semana de 28/06 a 2/07/2010, vai entender um pouco mais do horror que compoem os bastidores dos "grandes eventos", e o porquê de um certo desânimo que também emerge.
Repetem-se gerações e as tolices se eternizam. Já torci contra;já torci para não se classificar , a tal seleção canarinho, afim de presenciar algo realmente novo,mas quando começa a fase decisiva , e que chamamos carinhosamente de mata-mata, não resisto. As minhas sobredeterminações,as minhas historinhas, os meus tesões sintomatizados desde sempre,minhas muitas frustrações,algumas conquistas, erguem-se também.
Pertenço a uma geração que não entrou em nenhuma guerra para valer.Venho de uma família da média-alta burguesia brasileira, Zona Sul do Rio de Janeiro,beira de praia com um banquinho à beira mar ,contemplando aquela que passa ,coisa mais linda....
Minha geração ,na verdade,foi uma bela merda.
Ainda bem que presenciei ,pelo menos no palco das chuteiras,um Rivelino,Um Zico, Um Maradona, Um Clodoaldo,Um Jairzinho,...Seria pior se tivesse somente presenciado Felipões e Gilbertos Dungas DA Siva ou trogloditas Felipes MELOS.
Nelson escrevera sobre a pátria de chuteiras.Ele tinha razão e é assustador. Se bem que em se tratando da nossa "pátria amada idolatrada" não dá para não suspeitar minimamente dessa ataque histérico.
O que se ergue pra valer?Que movimento é esse que finge engajamento,que finge união , que finge a inclusão de todos?
Nada mais do que um carnaval prolongado,um carnaval de quatro em quatro ,fora de época, um carnaval de inverno com todos os apedrejamentos e sacralizações que a doença religiosa consagrou e que parece não ter fim.Ao menos abaixo da linha do Equador.
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